127 HORAS (2010)

127 Horas | 127 Hours | dir. Danny Boyle | EUA | ★★★★★

127 Horas Poster

Aron Ralston é um alpinista americano que ganhou fama internacional em maio de 2003, após se apresentar como sobrevivente de uma situação desesperadora. Ao fazer sua habitual exploração entre as grandes rochas do deserto de Utah, ele ficou com o antebraço direito preso a uma pedra imensa. Passadas 127 horas de desespero e sem ter nenhuma outra saída em mente, ele toma a corajosa decisão de amputar seu braço e ainda enfrentar o deserto em busca de socorro. Só frisando que, para quem ainda não conhecia a história, desconhecer esses fatos pouco irá mudar a narrativa. Até mesmo porque o filme parece às vezes partir do pressuposto de que saibamos o que houve com o tal Aron Ralston, que relatou tudo em seu livro “Between a Rock and a Hard Place”, de 2005, e do qual “127 Horas” foi baseado. Acostumado a praticar canyoneering em um Canyon isolado de Utah, o jovem Aron (James Franco) parte para Blue John Canyon num sábado sem avisar ninguém. No que pareciam ser suas últimas pisadas de curiosidade, ele cai numa fenda e uma rocha cede, prendendo seu antebraço e o deixando imóvel por cerca de cinco dias. O grande mérito de “127 Horas” foi por trabalhar uma proposta que parecia manjada, mas sem cair no esperado. Mesmo que o filme se passe quase totalmente num mesmo local apertado e um homem imobilizado, se engana quem espera um filme pouco ágil. O diretor Danny Boyle encontra uma maneira de manter a história segundo os seus moldes, iniciados com a linguagem de videoclipe e cenas bem originais. O desespero, os momentos mais introspectivos, sua forma de comunicação com a câmera portátil e, em conjunto, toda a tragédia foi transportada com incrível veracidade pelo notável James Franco, que até pouco tempo atrás não tinha em cima de si o aproveitamento que em “127 Horas” ele pôde comprovar.

Resumo
Data
Título
127 Horas
Avaliação
51star1star1star1star1star

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3 Comentários

  1. Alguns apontam que essa abordagem frenética que o diretor dá à narrativa tira muito do que o filme poderia ser. Mas eu discordo e também compartilho da sua opinião, com a qual a maioria que gosta da obra concorda. Vejo essa direção enérgica funcionando de duas maneiras, que são até indissociáveis: como uma lógica à personalidade aventureira e agitada do protagonista e como uma estratégia para evitar que a narrativa caia eventualmente no aborrecimento. O filme bem que poderia ser um drama pesadíssimo, arrastado, enfadonho; como está, no entanto, parece-me fazer mais jus à jornada e ao próprio Ralston. 7/10

  2. James Franco é a melhor coisa do filme, se não fosse ele, 127 Horas não teria a força que tem.

    Aliás, 127 Horas teria mais força se não fossem as diversas interrupções do Danny Boyle com medo de fazer um filme monótono de um cenário só.

    Mas 127 Horas tem o mérito de fazer pensar e muito.

  3. Pocha, tava desanimado com este filme. Não sei porque, ao menos pra mim, parecia ser um filme de uma cena só. Seu texto mudou minha ‘expectativa’ em torno do longa!

    Esperando ansiosamente, hehehe

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