A 13ª EMENDA (2016)

A 13ª Emenda ​|​ ​13th​ ​|​ ​dir.​ Ava DuVernay ​|​ ​EUA​ ​|​ ​★★★★

A 13ª Emenda Poster

A 13ª Emenda é um dos mais recentes documentários originais da Netflix. É dirigido por Ava DuVernay, que reacendeu toda uma discussão sobre racismo na indústria cinematográfica com o seu filme anterior, “Selma – Uma Luta Pela Igualdade” (2014). Dessa vez, ela faz uma obra ainda mais provocativa por ser, obviamente, um registro histórico repleto de questões necessárias para hoje. As informações estão lá, dispostas a partir da 13ª emenda do título, que é ridícula em sua formulação dizendo que todos são livres, com exceção dos presos. No pós-Guerra Civil e com a abolição da escravatura, só existiria um meio para continuar sobrepondo a supremacia branca em relação aos negros: os encarcerando. Com uma lógica histórica incrível, A 13ª Emenda vai dando uma aula de história ao relacionar, de maneira episódica, a eleição dos presidentes estadunidenses com o racismo endêmico do país. É inevitável não fazermos analogias com o que acontece no Brasil, principalmente quando é mostrada a figura de um Donald Trump da vida com alguns dos nossos políticos. É surpreendente notar que tem muita gente interessada em dar continuidade com o atual sistema penitenciário. É só pensar que existem administrações privadas cuidando disso, e cada vez mais empresas estão lucrando com a punição alheia. Punição essa que não poupa especialmente os negros. Apesar desse monte de informações surpreendentes (acredite, eu estou falando apenas de algumas das diversos problematizações), o que mais me impressionou em A 13ª Emenda foi a questão deixada para nós, espectadores. Ver cenas absurdas como o que acontece em “O Nascimento de Uma Nação” (1915) ou nas ruas quando a KKK tinha uma grande notoriedade, é possível descobrirmos que a NOSSA realidade atual não está, digamos, tão longe daquela que detestamos lembrar que um dia existiu. E não falar sobre isso é uma forma de ser cúmplice desse massacre.

Resumo
Data
Título
A 13ª Emenda
Avaliação
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