A ARTE DA CONQUISTA (2011)

A Arte da Conquista | The Art of Getting By | dir. Gavin Wiesen | EUA | ★

A Arte da Conquista Poster

Os adolescentes passaram a consumir cinema, que sente teve a necessidade de atendê-los. Das picardias estudantis dos anos 80 aos assassinos de colegiais dos anos 90, nada foi tão ingrato quanto essa nova onda de filmes underground, com climinha independente, personagens fatalistas e amores pseudo complexos. “A Arte da Conquista” pega carona nessas características que já se tornaram um gênero à parte. O filme não sai dos trilhos da maquinaria dessa pompa cool, se tornando irritante de tão previsível, ao começar pelo seu protagonista. George (Freddie Highmore) é um adolescente tão clichê, que é daqueles que imaginam os adultos como seres incapazes de compreender o mundo interior onde vive, cheio de angústias e critérios sobre a nossa finitude. Em razão disso, ele passa a não ver razão em estudar. Ao sair pra fumar na sacada da escola, ele conhece Sally (Emma Roberts), que fica curiosa pelo jeito quase impenetrável de George. Daí, como já pode ser previsto, um romance de quilate duvidoso irá se iniciar. Eu nem preciso falar tanto da antipatia que tenho pelos atores principais (ele pela cara de choro contido, e ela pelo perfil sem apelo nenhum para ser uma estrela), porque, por sorte (ou não), ambos não são os maiores problemas aqui. Escrito e dirigido pelo estreante Gavin Wiesen, “A Arte da Conquista” é uma forma de bolo que não foi untada. Ou seja, ela está quadradinha, nos moldes de quaisquer outros filmes de mesma temática, mas que não faz esforço algum para desgrudar-se, nem que seja um pouco, dessa fórmula. Ora, um filme, mesmo que tenha um mote que não pretende ser algo que vá ditar um novo desmembramento do gênero teen, deveria, ao menos, trazer algo novo na bagagem (esse foi fator primordial que fez com que “Juno” decolasse). Do contrário, só irá nos entorpecer de tédio com tanta previsibilidade. Aturar pessoas inflexíveis pede tolerância. E até isso tem limite.

Resumo
Data
Título
A Arte da Conquista
Avaliação
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5 Comentários

  1. Não acho assim tão ruim e desprezível quanto “Lola”, por exemplo. Mas, o filme carece de uma melhor direção e roteiro mesmo. Fica tudo mais no superficial, mas, pra mim, Freddie Highmore é talentoso e torna tudo mais apreciável, mesmo ao lado da apatia da Emma. Eu vi o filme há muitos meses, na época tive que baixar, pelo menos achei um bom rip em bluray, rs. abs!

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