A CELA (2000)

A Cela | The Cell | dir. Tarsem Singh | EUA | ★★★

A Cela Poster

Enquanto eu esperava dar a hora para ir ao cinema (estava ansioso para ver logo “Uma Mulher Fantástica“), eu joguei no Netflix e escolhi aleatoriamente este A Cela, que eu já tinha conferido na época em que ela lançamento nas videolocadoras. A fita trazia a então popstar Jennifer Lopez num papel desafiador: a de uma psicoterapeuta capaz de entrar no subconsciente de seus pacientes graças à tecnologia de realidade virtual. A sessão pode ser demorada e até mesmo perigosa, já que a mente pode causar até mesmo a morte do corpo fora do campo real (quase como acontece em “Matrix”). Acostumado a adentrar no universo interior de uma criança em coma, ela é convidada pelo FBI a adentrar na cabeça de um assassino em série (Vincent D’Onofrio) – que também está em coma – para que ele revele o paradeiro de sua última vítima desaparecida antes que seja tarde demais. A partir do momento em que Jennifer está nessa viagem transcendental, A Cela fica muito mais interessante, porque há espaço para delírios visuais, surrealismo, referência à arte contemporânea e um primor de direção de arte. Fora disso, é um filme bem clichê sobre serial killer e sua mente insana + caçada do FBI. Nada muito diferente de um “Seven – Os Sete Crimes Capitais” (1995) ou ainda “O Silêncio dos Inocentes” (1991). E a ideia estapafúrdia de colocar um agente (interpretado por Vince Vaugh) numa estação de “adentramento” psicológico sem treinamento básico só para bancar o herói me incomodou muito. Mas é um filme muito bonito visualmente, devo concordar. O cineasta por trás é o indiano Tarsem Singh, que é um experiente diretor de videoclipes, tendo em seu currículo Losing My Religion (R.E.M.) e Hold On (Em Vogue). Isso explica boa parte da estética de A Cela, assim como algumas imagens que só funcionam por elas mesmas. Válido para quem gosta mais de forma do que conteúdo.

Resumo
Data
Título
A Cela
Avaliação
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