A CORDILHEIRA (2017)

A Cordilheira | La Cordillera | dir. Santiago Mitre | Argentina | ★★

41ª Mostra Internacional de São Paulo

A Cordilheira Poster

3º dia de Mostra. Domingo escuro e chuvoso no Centro de São Paulo. O que me anima em sair de casa é o fato do filme de hoje ser estrelado por ninguém menos que Ricardo Darín, e sendo exibido no Playarte Marabá, que se localiza a poucos metros de casa. O filme dirigido por Santiago Mitre (“O Estudante”, “Paulina”) vinha com o pedigree de Cannes, onde concorreu ao prêmio Um Certain Regard. Ao mesmo tempo em que foi aclamado pelos críticos que cobriam o festival francês, o público ficou com um nó na cabeça, principalmente em relação à natureza do personagem central. Este é Hernán Blanco (Darín), o presidente da Argentina eleito recentemente após anos como prefeito de uma simples cidade nos pampas. É populista, mas segue como um representante conhecido pela descrição na vida pessoal e pública. Isso pode mudar após o genro começar a acusa-lo de dívidas milionárias de gestões anteriores, o que pode abalar a sua imagem. A crise começa a ser instaurada com a sua ida para o Chile, anfitriã de uma cúpula de países sul-americanos para discutir a possibilidade de uma organização petrolífera aos moldes da OPEP. Como se não bastasse o teste de confiança, a filha de Blanco, Marina (Dolores Fonzi) também vai ao Chile, abalada pela situação do ex-marido com o pai. O elenco de A Cordilheira conta também com Paulina García (“Gloria”), Christian Slater (“Amor à Queima-Roupa”) e Leonardo Franco (interpretando o Presidente do Brasil). O problema do filme é que, ao meu ver, não se sustenta em nenhuma das suas duas frentes. Ou seja, nem como thriller político e nem como drama familiar. Ou, quem sabe, uma construção de personagem. Tudo ficou um pouco jogado, deixando para o público juntar as partes para procurar sentido num todo. A Cordilheira vale muito mais pela apreciação de mais um trabalho excelente do onipresente Ricardo Darín.

Resumo
Data
Título
A Cordilheira
Avaliação
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