A DELICADEZA DO AMOR (2011)

A Delicadeza do Amor | La Délicatesse | dir. David Foenkinos, Stéphane Foenkino | França | ★★★★

A Delicadeza do Amor Poster

Lançado há alguns meses, “A Delicadeza do Amor” conseguiu levar alguns dos meus amigos por mais de uma vez ao cinema, o que é uma grande coisa. As expectativas estavam em alta, e talvez por essa razão, achei que o longa seria uma pérola que confirmaria um ano cheio de filmes franceses interessantes. Não desgostei, mas também não confirmou tudo o que foi dito sobre a obra. Três anos depois de perder o marido perfeito em um acidente, Nathalie (Audrey Tautou) teve que mergulhar de vez na vida profissional para não se manter na depressão pós-luto que estava se encaminhando. Apesar de realizada profissionalmente, Nathalie ficou longe de qualquer laço emocional com outro homem. Até que um inesperado beijo em Markus (François Damiens), um subordinado belga de sua empresa, faz com que a vida dos dois mude completamente. Só que Markus não é bonito, interessante, atlético, com um emprego bacana e nem se veste bem. E, embora tenha que enfrentar os olhares e indiretas dos colegas e amigos, Nathalie dará a oportunidade para Markus se mostrar especial. Baseado no romance de grande sucesso de David Foenkinos, “A Delicadeza do Amor” tem uma atmosfera delicada. A saga de Markus não é mostrada para conquistar somente a personagem principal, mas a nós também. Ir à contramão da cartilha de comédias românticas já é um hábito conhecido do cinema francês. Além dessa diferença peculiar, ainda é importante dissecar o fato de que não existe, aqui, uma tentativa de tornar esse romance crescente em algo que se reduz no sexo. Pensando bem, isso é muito real. Quantas vezes não nos deixamos julgar casais com níveis de “beleza” tão distintos? A obra serve para quebrar esse preconceito, nos dando a certeza de que beleza, realmente, está nos olhos de quem vê. “A Delicadeza do Amor” é, sem dúvida, apaixonante.

Resumo
Data
Título
A Delicadeza do Amor
Avaliação
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Um comentário

  1. Você, com o texto, esclareceu bastante coisa a respeito do que penso sobre o filme.
    Não o achei dos filmes mais apaixonantes como você colocou, mas é sem dúvida dos mais carismáticos exatamente por conta das personagens que acabaram bem masis trabalhadas (crédito dos atores?) do que o próprio roteiro.

    Vivemos numa sociedade – e entenda vivemos de uma maneira bem global – onde aparência é tudo. E por mais clichê e piegas que isso possa parecer – e é! – não deixa de ter sua verdade ímplica. Se vemos um casa onde um tem um padrão de beleza aceitável ou “convencional” (como odeio essa palavra), e temos um outro que foge completamente a esse esteriótipo por ter um queixo um pouco maior, ser mais alto que o normal e talvez um pouco mais curvado, ou um pouco mais gordinho e com olhos estranhos, pronto. Impossível acontecer.
    E o filme não mostra só essa possibilidade, mostra que o que acaba unindo pessoas – ou personagens – é a pura apatia e o que eles trocam entre si quando ninguém está olhando.
    Por esse motivo sim, pelo humanização e simplificação da coisa toda que gostei bastante do filme… mesmo com todas as ressalvas que você já citou também e vou me reservar o direito de não me repetir rs.

    Um Abraço.

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