A GAROTA DINAMARQUESA (2015)

A Garota Dinamarquesa | The Danish Girl | dir. Tom Hooper | Reino Unido | ★★

A Garota Dinamarquesa Poster

A transexualidade atingiu um novo patamar na cultura pop em 2015. De cabeça, posso citar a midiática transformação do ex-atleta Bruce Jenner em Caitlyn Jenner, a série “Transparent” (2014) vem conquistando prestígio, enquanto no cinema temos agora a sua representação com “A Garota Dinamarquesa”, que aqui no Brasil vai estrear neste ano, mas que já está sendo comentando há alguns meses por aí, dando a entender que o ator Eddie Redmayne irá faturar a sua segunda indicação consecutiva ao Oscar após a sua vitória como melhor ator no ano passado por “A Teoria de Tudo”. O filme aborda o drama do pintor Einar Wegener (Redmayne), que em meados da década de 20 descobriu estar vivendo no gênero errado após posar como modelo feminino para a esposa, a também artista Gerda (Alicia Vikander), pintar um de seus quadros. Einar, com o apoio ainda ingênuo da companheira, passa a se travestir de mulher e adotar o nome social de Lili Elbe. Aos poucos, a própria Lili deixa de ser um divertido passatempo para o casal e se torna a verdadeira essência de Einar, que mais tarde irá se buscar procedimentos cirúrgicos para a resignação sexual. “A Garota Dinamarquesa” é uma adaptação do livro homônimo de David Ebershoff, porém, é preciso levar em consideração que muitos fatos foram infundados para surtir dramatização à história que ele quer contar. Me parece que a verdadeira história de Lili está na sua autobiografia “Man Into Woman”, além de registros sobre a sua condição. Pelo que pesquisei, ela não foi casada durante a sua vida inteira com Geinar, embora ambos vivessem um amor mais fraternal do que qualquer outra coisa. Geinar era lésbica e o casal mantinha um relacionamento aberto enquanto estava em Paris. Lili morreu em 1931 após uma parada cardíaca implicada pela rejeição de um útero transplantado (seu sonho era ser mãe). Enfim, é uma história muito mais trágica do que parece, mas no filme ganhou liberdade para tornar-se mais palatável ao grande público, que certamente adora um melodrama. Não gosto muito do estilo do diretor Tom Hooper (“O Discurso de Rei”), que deixou “A Garota Dinamarquersa” ainda mais quadrado e previsível.

Resumo
Data
Título
A Garota Dinamarquesa
Avaliação
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