A PARTIDA (2008)

A Partida | Okuribito | dir. Yojiro Takita | Japão | ★★★

A Partida Poster

Com o fim de uma orquestra na qual é violoncelista, Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) fica desnorteado, sem saber como irá arcar com as dívidas. Casado com Mika (Ryôko Hirosue,), ele terá que sair de Tóquio, onde eles vivem, para voltar à cidade onde cresceu, especificamente para a residência deixada pela mãe de Daigo. Ao procurar trabalho, um anúncio de uma agência “que cuida de jornadas” lhe chama a atenção. Imagina se tratar de uma agência de turismo, mas ao chegar ao local, Daigo descobre que o chefe, o ancião Ikuei Sasaki (Tsutomo Yamazaki), é responsável por um ritual de passagem dos mortos, antes de serem acomodados no caixão para serem velados. A proposta de trabalho, que parece ser irrecusável financeiramente, poderá ser muito mal vista pelos amigos e pela própria esposa de Daigo. Tratar de morte, no Japão mostrado nesse “A Partida”, ainda é um tabu. O rito de passagem no qual mencionei no texto se destina a purificar o velado, num processo de “acondicionamento”, ao que eles denominam “nokanshi”. Tudo sendo assistido pela família do ente perdido. Mas por que esse é um trabalho tão passível de preconceitos? Em certo momento, Daigo chega a ser apontado como exemplo de um homem que faz um trabalho indecente, certamente por ser uma tarefa na qual há relação direta com o morto, algo considerado sujo. Pelo que vi, na interpretação mais conceitual sobre a morte (segundo o filme), é que ela é tratada como uma porta, uma passagem de fato, como o título já sugere. Mas não basta o título de uma obra. É preciso dar a oportunidade para os personagens lidarem com essa questão. O que importa é que “A Partida” agrada a grande maioria, sinal que a intenção do filme é alcançada com êxito. Eu ainda fico com os bons momentos, onde a morte é tratada com maior sinceridade.

Resumo
Data
Título
A Partida
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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5 Comentários

  1. Coloquei esse filme no dvd sem esperar absolutamente nada, passou uma hora de filme e eu estava ENCANTADO, apaixonado, maravilhado! Achei um filmaço, realmente digno daquele OSCAR.

  2. A morte deveria
    ser, sempre,
    tratada
    com honestidade.

    “A Partida” se não flui totalmente
    seus bons momentos é o que valerão no final.

  3. Foi um filme pensado para sensibilizar os ocidentais, isso pode soar um tanto pretencioso. Mesmo assim, “A partida” tem mais pontos positivos do que negativos. Me emocionei em muitas cenas do filme.

  4. Já tem um tempinho que eu assisti esse filme. Gostei bastante, trata do tema de forma singular. Porém, não foi um filme que me marcou ou me emocionou, foi um bom filme. Só isso.

    Abs =)

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