A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (1985)

A Rosa Púrpura do Cairo | The Purple Rose of Cairo | dir. Woody Allen | EUA | ★★★★

A Rosa Púrpura do Cairo Poster

A Rosa Púrpura do Cairo” é mais uma demonstração das nuances de um diretor que é capaz de embarcar em projetos que, para ele, são desafiadores. Mas não se trata somente de uma obra romântica, com uma protagonista frágil e igualmente melosa. Há a força da relação entre o cinéfilo e seu objeto de adoração: a sétima arte. Woody Allen quer destrinchar essa relação tão estranha – e ao mesmo tempo tão convidativa – que a é do espectador e seu filme preferido. Durante a Grande Depressão, no inicio da década de 30, Cecília (Mia Farrow) leva uma vida sofrida em Nova Jersey. Trabalha duro numa lanchonete para sustentar seu marido machista desempregado, Monk (Danny Aiello), que passa os dias vadiando com amigos. A válvula de escape de Cecília é ir ao cinema sempre que possível para ver produções românticas. Ela tem ido repetidas vezes assistir A Rosa Púrpura do Cairo, onde é relatada a história de um casal que faz uma expedição às pirâmides do Egito e se depara com o arqueólogo Tom Baxter (Jeff Daniels), que procura a tal rosa púrpura, um objeto lendário e valioso. Ao ver o filme pela quinta vez, Cecília é surpreendida pelo próprio Tom Baxter, que sai da tela do cinema para declarar seu amor a ela. Isso causa um grande alvoroço dentro da história em que ele sai (que sem o personagem não tem continuidade), na cidade e entre os distribuidores do filme. Cecília é o exemplo do que torna a sétima arte muito mais do que entretenimento, sendo uma maneira de suavizar seus problemas, desbravar sua imaginação (percebam uma diferença grande com alienação) e fazer com que aquela película não fuja de seu pretexto inicial, que é entreter. “A Rosa Púrpura do Cairo” também retrata o amor com uma visão feminina, emocionante até. É de uma delicadeza que nos faz amar ainda mais o cinema.

Resumo
Data
Título
A Rosa Púrpura do Cairo
Avaliação
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2 Comentários

  1. Nunca vi, mas já ouvi falar bastante. Ele está no topo da minha lista e minha expectativa para ele está imensa, só aumentando cada vez que leio algo sobre ele. Ótimo texto, abraços.

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