A VISITA (2015)

A Visita | The Visit | dir. M. Night Shyamalan | EUA | ★★★★

A Visita Poster

Jamais poderia imaginar que M. Night Shyamalan ainda iria me surpreender positivamente. O cineasta se tornou mundialmente conhecido com o surpreendente “O Sexto Sentido” (1999), depois fez o correto “Corpo Fechado” (2000) para, a partir de então, iniciar sua trajetória de filmes que vão do contestável (“Sinais”) ao medíocre (“O Último Mestre do Ar”). “A Visita” é como se fosse o seu renascimento criativo, graças ao que ele chamou de “tentativa de recuperar controle artístico”, dessa vez sem as típicas intromissões de grandes estúdios. E posso dizer que funciona, ainda que se utilize do found footage, que se tornou bastante esvaziado depois que milhares de discípulos acompanharam “A Bruxa de Blair” (1999). Na história, uma mãe (Kathryn Hahn) manda seus dois filhos adolescentes, Becca (Olivia DeJonge) e Tyler (Ed Oxenbould), para passar uma semana na casa dos avós maternos enquanto tira uma merecida semana de férias com o novo namorado após ser inexplicavelmente abandonada pelo marido alguns anos antes. Becca, que é aspirante a documentarista e pretende registrar toda a viagem como forma de homenagear a mãe, logo é bem recebida pelos avós (Deanna Dunagan e Peter McRobbie), assim como seu irmão, que imagina ser um rapper prodígio só porque declama algumas rimas misóginas. Os velhinhos anfitriões, inicialmente bastante prestativos, logo começam a ter comportamentos estranhos e… bem, muita coisa pode acontecer. O mais curioso é que “A Visita” possui três propostas muito distintas e, em momentos pontuais, acaba o desfavorecendo na tentativa de trabalhar com todas elas. O terror funciona, principalmente porque Shyamalan trabalha muito bem o ambiente (vide o esconde-esconde na base da construção). O humor também não decepciona, tirando sarro dos próprios elementos, ainda que quebre a tensão do suspense em alguns momentos. Já o drama pessoal tanto dos personagens juvenis quanto da mãe deles é que dá o entrave em “A Visita”. Algo soou bastante desnecessário ou, pelo menos, comprometedor. Se não fosse isso, o filme poderia ser de fato uma das melhores surpresas do ano, principalmente porque ninguém imaginaria que M. Night Shyamalan, dessa vez numa contenda independente, ainda arrancaria elogios. Espero que a boa fase continue.

Resumo
Data
Título
A Visita
Avaliação
41star1star1star1stargray

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