ABRAÇOS PARTIDOS (2009)

Abraços Partidos | Los Abrazos Rotos | dir. Pedro Almodóvar | Espanha | ★★★★

Abraços Partidos Poster

Dividido entre a crítica, “Abraços Partidos“, recente filme de Pedro Almodóvar, pode até não ter a agressividade, o bom humor, os absurdos culturais e a grande subversão temática através de tórridas cenas de sexo, mas tem seu valor. O diretor espanhol ainda se utiliza de uma estética usual e um roteiro que, apesar de estar longe de sua fase mais inspirada, ainda se mantém em constantes reviravoltas e coincidências que não caem num conjunto de fatores inverossímeis. Ou, pelo menos, não percebemos que isso acontece de uma maneira até mesmo indiscreta.

O cineasta Mateo Blanco (Lluís Homar) é um homem solitário. Após um acidente que lhe custou a perda da visão, ele acredita que Mateo morreu e, então, passa a usar o pseudônimo de Harry Caine em seus escritos. Sob os cuidados de sua agente Judit (Blanca Portillo) e o filho dela, Diego (Tamar Novas), Mateo descobre, através do jornal, que o importante economista Ernesto Martel (José Luis Goméz) está morto. Isso faz com que ele repasse suas lembranças de 14 anos atrás, quando dirigiu um filme produzido por Martel e protagonizado pela mulher do economista agora morto, Lena (Penélope Cruz). Nos dias atuais, Mateo é procurado por Ray X (Rubén Ochandiano) com a intenção de filmar, junto com Mateo, uma história que fizesse jus ao seu passado ainda pouco revelado.

Como dito, não se trata de um exemplar que não tem a unanimidade da crítica e, principalmente, de seus fãs mais fervorosos. Pedro Almodóvar certamente não se importa em corresponder expectativas em cada novo trabalho. Aqui, por exemplo, ele lança um ponto de vista bem particular e faz uso até mesmo de auto-referências para elucidar a importância do cinema. Além disso, o drama que insiste em cair no melodrama também é um elemento usado para fazer parte de uma sucessão de fatos que irão culminar em tragédias emocionais. Esse tipo de tragédia é certamente a mais dolorosa e, sendo bem construído, terá o êxito em conseguir a principal meta de tantos cineastas com o mínimo de talento: a consternação de quem os assiste.

Resumo
Data
Título
Abraços Partidos
Avaliação
41star1star1star1stargray

Comentários (via Facebook)

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *