ADEUS, LENIN! (2003)

Adeus, Lenin! | Good Bye Lenin! | dir. Wolfgang Becker | Alemanha | ★★★★

Adeus, Lenin Poster

Eu lembro que Adeus, Lenin! vivia passando de mão em mão na escola em que eu estudava quando foi lançado oficialmente em DVD. A professora de história havia indicado fortemente o filme por se tratar de uma comédia leve e bastante didática sobre o que foi o processo de unificação das Alemanhas Oriental e Ocidental após a queda do muro de Berlim. E eu poderia jurar que a obra foi uma das finalistas ao Oscar de filme estrangeiro daquele ano, coisa que só aconteceu de fato no Globo de Ouro. Enfim, revi o filme num domingo à noite na intenção de saber se continuo gostando dele. E sim, continuo, apesar de saber que Adeus, Lenin! definitivamente não é comédia para gargalhar, e sim pra refletir um pouco mais sobre esse recorte histórico tão importante do século XX. O protagonista da história é Alex, interpretado por Daniel Brühl, que foi revelado ao mundo antes de estrelar grandes produções como “Bastardos Inglórios” (2009) e “Capitão América – Guerra Civil” (2016). Ele se vê em apuros quando sua mãe (Katrin Saß), uma ferrenha atuante da República Federal Alemã (também chamada de Alemanha Ocidental ou Alemanha Socialista), tem um colapso e fica em coma por oito meses. Nesse meio tempo, acontece a queda do muro de Berlim, até que ela acorda para que Alex tenha que fingir que nada mudou e a proteja de uma outra crise. A direção de Wolfgang Becker (“A Vida É Tudo que Temos”) é ágil e bastante madura para tratar de uma situação em que ora critica a inserção do capitalismo, ora brinca demonstrando a naturalidade desse processo todo. E já coloco em destaque uma das cenas mais antológicas de Adeus, Lenin!, que é aquela em que um helicóptero leva embora a estátua de Lenin, um dos mais icônicos revolucionários comunistas, pelas ruas da cidade. Divertido e não menos importante.

Resumo
Data
Título
Adeus, Lenin!
Avaliação
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