ALABAMA MONROE (2012)

Alabama Monroe | The Broken Circle Breakdown | dir. Felix van Groeningen | Bélgica | ★★★★★

Alabama Monroe Poster

Logo depois de assistir ao corrosivo “Alabama Monroe”, eu cheguei a relatar numa rede social que o filme havia acabado com toda e qualquer chance do meu final de semana ter sido feliz. No calor da situação eu parecia estar exagerando, mas até o momento em que escrevo essas linhas (praticamente 24 horas depois de ter visto o longa), eu ainda estou com aquela bigorna no peito que eu tanto cito quanto vejo uma obra como essa. Aqui é contada a história de amor entre o tocador de banjo Didier (Johan Heldenbergh) e a tatuadora Elise (Veerle Baetens, linda). A paixão avassaladora é somada ao encantamento pelo bluegrass, som que é a essência do country norte-americano, e logo os dois estão se apresentando juntos em shows. Os problemas se iniciam quando a filha de sete anos, Maybelle (Nell Cattrysse), é diagnosticada com leucemia. A pequena Maybelle morre pouco antes da metade do filme, o que não significa muita coisa, pois a narrativa é fluída e não existe uma ordem dos acontecimentos. O luto acaba fazendo com que a relação entre Didoier e Elise passe por um terrível desgaste, o que eu acredito ser muito natural em pais que perderam um filho. A decisão em não deixar o filme com uma montagem convencional soa muito mais acertada quando nos damos contas de que determinadas histórias (ainda mais quando estamos falando de amor) não passam por nossas cabeças como uma linha do tempo. Tudo se torna uma série de acontecimentos que vai do traumático ao primeiro flerte, sem ordens. Vencedor do prêmio de melhor atriz em Tribeca e representante oficial da Bélgica para filme estrangeiro, “Alabama Monroe”, curiosamente, é baseado na peça musical idealizada e também estrelada por Johan Heldenbergh. Indicado principalmente para quem gostou de “Namorados Para Sempre” (2010) e “A Guerra Está Declarada” (2011).

Resumo
Data
Título
Alabama Monroe
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

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2 Comentários

  1. Aécio, assisti esse filme ontem e confesso que não me agradou muito. Porque se pensarmos sobre o que se pode fazer em um filme a respeito de um luto de uma mãe que perde um filho, me vem a cabeça “Anticristo”, de Lars Von Trier. Achei Alabama muito cliché e não apresentou nada de novo, nem mesmo com essa montagem quebrada, que com certeza é uma referência ao título original “The Broken Circle Breakdown”. Enfim, mas sou meio chata mesmo e gosto de ver coisas que me surpreendem mais do que isso.

    Bjos!

  2. a gente explora e sofre cada sentimento no seu mais puro extremo, de uma cena à outra, o que é engraçado, já que o filme se mostra sutil.

    abraços, Adécio.

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