ALGO A ROMPER (2014)

Algo a Romper | Nånting Måste Gå Sönder | dir. Ester Martin Bergsmar | Suécia | ★★★★

22º Festival Mix São Paulo

Algo a Romper Poster

Ainda dentro da programação do Festival Mix de Diversidade Cultural, “Algo a Romper” era um dos filmes que mais me chamava atenção. Acabei pegando a sessão de reprise, e o que posso dizer é que fico do lado de quem gostou do resultado. Dirigido pela diretora transexual Ester Martin Bergsmark, o longa sueco está completamente de acordo com a aquilo que o festival pretende abordar: a discussão e reflexão sobre o universo GLBT em filmes de gênero num panorama mundial (isso no que diz respeito aos filmes que estão em exibição). Em “Algo a Romper”, tive a rara oportunidade de conhecer uma transexual que será muito bem respeitada pela obra. Ela é Sebastian (Saga Becker), que inicialmente a teremos como um rapaz andrógino triste, com um emprego medíocre, sem amigos e com relações sexuais que consegue através da pegação em parques e banheiros públicos. Ela se apaixonará por Andreas (Iggy Malmborg), um cara que a defende de um ataque e, aos poucos, vai se deixando aproximar. O problema é que Andreas é heterossexual, e esse fato gera uma série de conflitos que atingem até mesmo o renascimento de Sebastian com sua real identidade feminina sob o nome de Ellie. Quando eu disse que “Algo a Romper” é um retrato muito respeitoso com a figura da transexual, eu definitivamente não estou exagerando. Por sinal, isso é o que considero mais tocante no filme. Trata-se de um tratamento que as lésbicas conseguiram com “Azul é a Cor Mais Quente” (2013), por exemplo, sem tramar nenhum teor melodramático à personagem central, nem a tornando uma caricatura de si mesma, drogada, prostituída e volátil. Por sinal, o arco dramático que Ellie ganha – do fundo do poço em cenas de sexo à la Lars Von Trier – e o renascimento na tomada final – foi lindo de ser acompanhado.

Resumo
Data
Título
Algo a Romper
Avaliação
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