ALOYS (2016)

Aloys | Aloys | dir. Tobias Nölle | Suíça| ★★

40ª Mostra Internacional de São Paulo

Aloys Poster

Pensei nesse filme muito mais como uma obra para conter a minha ansiedade em ver “O Apartamento”, que eu veria em seguida. Após a sessão, tive muita vontade de sair perguntando o que acharam de “Aloys”, porque eu mesmo fiquei com um pesado ponto de interrogação na cabeça. Já passado algum tempo e escrevendo este texto, concluo que não gostei tanto assim. Acompanhamos calmamente a apresentação de Aloys Adorn (Georg Friedrich), um investigador particular que acaba de perder o seu pai, o seu colega de escritório. A sua perda faz com que ele fique ainda mais alheio à convivência social, e passa o tempo gravando as pessoas – algumas encomendadas por clientes – e colecionando as suas fitas. Após um pileque, volta pra casa de ônibus e acaba dormindo no coletivo, para só depois acordar e perceber que levaram a sua mochila contendo várias fitas de gravações confidenciais. Desesperado para encontrar seus registros, recebe o telefonema de uma misteriosa mulher, que lhe propõe um jogo de altera o tecido da realidade o transportando para qualquer lugar ou situações somente com a força do pensamento. Tem uma cena específica em que o personagem central diz algo como “essa festa lá fora da qual não fui convidado, eu nem quero ser convidado“. A frase é aponta o caminho que a história quer seguir, porque aborda a depressão pós-luto de uma maneira bastante pessoal. Mérito do sábio diretor Tobias Nölle, que havia feito um único filme anterior intitulado “Heimatland” (2015) e com “Aloys” faturou até prêmio em Berlim. O único problema – que faz toda a diferença – é que a obra não me conectou diante da sua montagem que remete às construções de imagens oníricas, principalmente no ápice do transe de Adorn. É um filme, portanto, para poucos.

Resumo
Data
Título
Aloys
Avaliação
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