AMOR PROFUNDO (2011)

Amor Profundo | The Deep Blue Sea | dir. Terence Davies | EUA | ★★★

Amor Prfundo Poster

O amor é mesmo algo muito nocivo. Existe, sim, realização e chances de acontecerem coisas bacanas para a vida do casal. Todavia, estaremos diante de duas pessoas, dois indivíduos, ambos com inteiro livre-arbítrio. Diante desse fato, fica difícil falarmos de uma balança justa de sentimento. Um pode amar num nível considerado normal, enquanto o outro, por sua vez, possui aquele amor doentio. Coisa de paixão mal desenvolvida. “Devemos tomar cuidado com a paixão, pois ela pode trazer consequências desastrosas”, como diz um personagem de “Amor Profundo”. E é justamente sobre as consequências da vida que esse filme irá tratar. O que, infelizmente, nem sempre são reações das quais temos absoluto controle.

Hesther (Rachel Weisz) é casada com William Collyer (Simon Russell Beale), um importante juiz da cidade. Apesar do esposo não ser má pessoa, o fato é que a vida de Esther já não lhe agrada nem um pouco. Ela inicia uma relação extraconjugal com Freddie (Tom Hiddleston), um ex-piloto da aeronáutica. Por um vacilo quase imperdoável, o adultério de Hesther é descoberto pelo esposo, que a enxota de casa, deixando-a livre para viver com sua grande paixão. Porém, o que poderia ser a realização de um sonho acaba gerando uma série de reações inesperadas por parte de Hesther, que ama tão profundamente seu amante, que será capaz de morrer em nome disso.

Devo falar que “Amor Profundo” é, sim, um filme tedioso. A estética granulada e as constantes trocas de diálogos por música clássica deixam tudo muito desafiador. Além disso, a montagem não segue um curso linear, optando pela fluidez da narrativa para contar, sem nenhuma pressa, os grandes conflitos sentimentais de Esther. A protagonista, por sinal, sofre de um problema até mesmo comum nas mulheres de sua época: a anulação por parte da figura masculina, o que fica evidente quando ele diz que o primeiro marido está falando igual ao pai dela. Com isso, o filme, que é adaptação da peça de Terence Rattigan (1911 – 1977), não se tornará acessível para que mergulhemos nesse mar de desesperança, dor, desespero e muita, mas MUITA depressão.

Resumo
Data
Título
Amor Profundo
Avaliação
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