AMY (2015)

Amy | dir. Asif Kapadia | Reino Unido | ★★★★

Amy Poster

Desde que estreou com uma boa recepção no Festival de Cannes, eu esperava ansiosamente para conferir este “Amy”, documentário que retrata a breve (e intensa) vida da cantora britânica Amy Winehouse. Dirigido por Asif Kapadia (o mesmo que fez “Senna” em 2010), “Amy” traz uma boa dinâmica ao pegar a mulher que dá título à obra e fazer não só a sua biografia, mas também levantar algumas questões que são muito pertinentes para nós, consumidores de uma mídia perversa. O rico material apresentado é mostrado insistentemente na tela. Ou seja, os convencionais depoimentos de todos aqueles que conviveram com a cantora são apenas escutados. Então, aqui vale o alerta de que “Amy” possa ser um tanto quanto cansativo. Isso sem contar o fato de que sua duração praticamente ultrapassa a barreira dos 120 minutos. Ainda que longo, muita coisa no filme se faz necessária. Não se trata de uma nova maneira de retratar alguém importante, pois contém uma linearidade entre a jovem Amy até a sua noticiada morte em 2011, aos 27 anos. A garota judia teve uma infância aparentemente normal, que parece ter sido afetada somente com a separação dos seus pais. Esse foi um fator que influenciou, e muito, a pequena Amy. Mais tarde, após conhecer Blake Fielder, as coisas desandaram ainda mais, já que o então namorado viria a apresenta-la ao mundo das drogas pesadas. Talvez Amy Winehouse não estivesse mesmo preparada para o estrondoso sucesso que viria com o álbum Back to Black em 2007. Afinal, o mundo inteiro estava, a partir daí, acompanhando a sua deterioração que não era apenas física, mas também emocional. Amy tinha uma discutível dependência de uma figura de apoio masculina. E se não tivera com seu pai – completamente vilanizado aqui como aquele que só estava interessado nas cifras da filha, sem se preocupar com o seu bem-estar -, talvez tivesse com Blake. “Amy” também é um necessário veículo para mostrar que, talvez, acompanhamos a morte de uma artista notável sendo anunciada tantas vezes. E poucos se importaram. Poucos entenderam.

Resumo
Data
Título
Amy
Avaliação
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