ANOMALISA (2015)

Anomalisa | dir. Charlie Kaufman, Duke Johnson | EUA | ★★★★★

Anomalisa Poster

Anomalisa” já desponta como um dos mais belos filmes que vi nas últimas semanas. Cacife já tinha, já que o diretor e autor é ninguém menos que Charlie Kaufman, o gênio por trás de “Quero Ser John Malkovich” (1999) e “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (2004). O curioso é que para fazer essa adaptação de sua própria peça, ele pediu ajuda via crowdfunding através do Kickstarter. Isso significa que “Anomalisa” nasceu do sustento dos próprios fãs do cara, e acredito que isso seja um indício de uma alternativa para o mercado se adaptar à realidade que vem por aí. O sucesso também pode ser visto na indicação ao Oscar de melhor animação (não tem a mínima chance de vencer porque a estatueta deve ir para “Divertida Mente”). A história é bem ao estilo “animação desanimada”, termo que eu cunhei por aqui na minha review de “Mary & Max – Uma Amizade Diferente” (2009). Acompanhamos Michael Stone (David Thewlis), um escritor de autoajuda que está em Cincinnati para ministrar uma palestra. Avesso às pessoas – que na sua perspectiva são todas desinteressantes (o que é evidenciado por todas outras vozes serem feitas por Tom Noonan) -, ele tenta se reencontrar com uma ex-namorada. Mas a sua maior surpresa será conhecer Lisa Hesselman (Jennifer Jason Leigh), uma fã que estava hospedada no mesmo hotel. Insegura por estar fora dos padrões de beleza, Lisa acaba encantando Michael, que enxerga na simplicidade dela algo encantador que ele não vê nem mais no seu próprio casamento. “Anomalisa” tem lá as suas semelhanças com “Encontros e Desencontros” (2013) e não foge muito do que buscamos no cinema de Charlie Kaufman. No entanto, o filme foi capaz de reascender uma questão muito importante do nosso dia-a-dia: afinal, onde está a real necessidade de nos conectarmos com as pessoas? É um tipo que questionamento que eu considero muito válido não só para um fã de Kaufman, mas para qualquer um que goste de ser confrontado pela arte. Apesar de não ser live action, o longa saiu com classificação indicativa de 14 anos aqui no Brasil (não há pudor com sexualidade). Pais acompanhados pelos filhos, estejam avisados!

Resumo
Data
Título
Anomalisa
Avaliação
51star1star1star1star1star

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