ANTICRISTO (2009)

Anticristo | Antichrist | dir. Lars von Trier | Dinamarca | ★★★

Anticristo Poster

Anticristo | Resenha Crítica

Filmes do dinamarquês Lars Von Trier incomodam. Isso é fato conhecido por quase todos que já o conhecem. Mas, para mim, ao contrário do que a maioria pensa, não incomodam pelo fato da narrativa provocar uma angústia quase insuportável em seus espectadores, e sim por um desvio do próprio cineasta: seu ego exacerbado. Estruturado em capítulos, Anticristo se inicia com um belíssimo prólogo, que reserva as melhores cenas do filme. Vemos, em câmera lenta, o casal de protagonistas entregues em tórridas cenas de sexo, enquanto o filho deles se encaminha para uma janela. Após a morte da criança, é iniciado um verdadeiro mergulho nos sentimentos que podem muito bem serem contidos na barca “primitiva” do ser humano: dor, desespero e sofrimento. A mãe, uma intelectual, é a que mais sofre com o sentimento de culpa e mal consegue lidar com a fase do luto, se considerando incapaz e uma verdadeira fracassada em relação a sua feminilidade (o que fica evidente em uma cena nada sutil). Seu marido, um terapeuta que acredita poder tratar a Mãe, busca ajudá-la através do confronto de seus medos. Porém, lidar com uma natureza tão complexa quanto a de sua esposa pode culminar num espiral de sentimentos que facilmente pode passar do arraigado para o violentamente exteriorizado. Ao partirem para um lugar isolado chamado Éden (numa citação óbvia ao lugar primordial da Bíblia), é dada a continuidade a um verdadeiro estudo de simbologia no cinema. São inúmeros deles e cada pessoa pode refletir sobre seus significados. Não saberia dizer qual visão estaria certa ou errada, tampouco posso afirmar se a minha interpretação seria a mais “correta”. Cada um faz a sua leitura da forma como achar conveniente. Abrir mão disso e assistir Anticristo com uma visão objetiva pode fazer dele uma obra barata e sádica.

Resumo
Data
Título
Anticristo
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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6 Comentários

  1. Como critico não-culto, vou dizer que fique CHOCADO com a primeira cena, com sexo explicito e tudo mais. Depois o filme até que segue uma linha mais normal, mas ainda assim eu fiquei com a cabeça perturbado por uns dias aeheahoiehoiea

  2. Não gosto muito de Lars Von Trier, acho seus filmes esquisitos – ou, eu aqui, não sou tocado por ele.

    Esse é um filme interessante, mais pela atuação de Gainsbourg com Dafoe, mas em geral é um filme que incomoda. abs

  3. Adoro “Dançando no Escuro”; Acho “Dogville” irritante. Não tenho paciência com aquele cenário, mímicas e etc. Agora “Anticristo”, lembro de só ter gostado da cena do prólogo. A cena em preto e branco é realmente muito bonita… Agora o resto. Não tive paciencia com as simbologias, hehehehe Até porque nem Von Trier coseguiu explicar o filme, ele apenas o fez em um estado de depressa profunda. Enfim, não é uma opinião concreta e tudo mais, mas acho “Anticrito” completamente dispensável…

    abs!

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