AS SESSÕES (2012)

As Sessões | The Sessions | dir. Ben Lewin | EUA | ★★★★

As Sessões Poster

Helen Hunt tem aqui a oportunidade de ouro para comprovar seu talento em um filme indie. Baseado em uma história real, Ben Lewin nos mostra a delicada situação em que se encontra Mark (John Hawkes). Devido à poliomielite, ele vive desde criança em uma maca e se mantém vivo graças a um pulmão de ferro. Católico fervoroso, ele já passou da fase de lamentação há muito tempo e leva a sua vida até mesmo com certo humor. O fato é que a pele de Mark ainda é sensível, o que não evita que ele tenha ereções, por exemplo. O que o mantém preso à sua limitação física é que seus músculos são inúteis. Aos 38 anos, ele decide perder a virgindade e saber, enfim, o que tem de tão singular numa relação sexual. Para isso, ele entrará em contato com a terapeuta sexual Cheryl (Helen Hunt) e contará com apoio do Padre Brendan (William H. Macy) para ir adiante nessa empreitada. Nem é preciso ser guru para se dar conta de que, com um enredo desse, “As Sessões” não poderia estar fechado no universos dos filmes indies. Existe toda uma transgressão anti-hollywoodiana que parece saciar boa parte do público cada vez mais saturado de uma fórmula pronta. O que mais apreende atenção aqui é saber como uma pessoa que sofre de limitações físicas poderia fazer algo que, numa mente com um mínimo de preconceito, seria feito somente por pessoas com a devida coordenação motora. Sexo é mesmo um tabu, imagine então quando envolve um homem que não possui movimentos do pescoço para baixo. “As Sessões” nem abusa do sexo para se favorecer. Os personagens aqui são movidos por um sentimento bem honesto, que irá culminar em um envolvimento escrito com inteligência, sem cair em nenhuma das armadilhas narrativas que diminuiriam o filme. Não chega a ser uma obra-prima, mas é um exemplo que merece honrarias.

Resumo
Data
Título
As Sessões
Avaliação
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Um comentário

  1. As Sessões é um filme simples, uma simplicidade competente que cativa. Também gosto demais dos atores aqui. E para mim, um dos grandes méritos é ver um personagem deficiente não posando de coitadinho para a simples comoção da platéia. Achei isso louvável.

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