ATA-ME (1989)

Ata-me ​|​ ​Átame!​ ​|​ ​dir.​ Pedro Almodóvar ​|​ ​Espanha ​|​ ​★★

Ata-me Poster

Continuo na minha peripécia de assistir aos filmes de Pedro Almodóvar que ainda não haviam sido resenhados aqui no blog (estou quase acabando). Um destes é Ata-me, uma obra polêmica que traz Victoria Abril em um de sus melhores momentos da carreira e Antonio Banderas mais uma vez como uma figura um tanto quanto instável. Ele interpreta Ricky (Antonio Banderas), um rapaz que acaba de sair de um manicômio e vai ao encontro de Marina (Abril), uma ex-atriz pornô que agora trabalha numa produção cinematográfica séria com a ajuda da irmã e do diretor, que tem uma estranha obsessão por ela. Ricky acaba mantendo Marina em cárcere privado, numa tentativa bizarra de fazê-la se apaixonar por ele através do tempo em que estiverem juntos. Isso se chama Síndrome de Estocolmo, que ocorre quando uma vítima passa a ter certa simpatia pelo seu agressor, com quem ficou um período prolongado de convivência forçada. Almodóvar torna isso tema de sua obra, mas numa linha muito tênue da romantização. Esse fator sozinho não foi o motivo pelo qual eu não gostei tanto assim do filme, até porque eu não poderia cobrar uma limitação de um cineasta que é justamente conhecido por não tratar de temas considerados tabu com muitos dedos. Ata-me é um filme que incomoda – não necessariamente no mal sentido – e não me captou do jeito que deveria. Dizem que é levemente baseado em “O Colecionador” (1965), porém com os toques usuais de Almodóvar, que havia acabado de lançar “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos” (1988), título que o lançou mundialmente. Nos EUA, Ata-me chegou a ser censurado por conta de suas estripulias sexuais, sendo a mais famosa delas quando Victoria Abril se diverte na banheira com um vibrador em formato de mergulhador. Ainda que seja polêmico como esperava ser, o filme está entre os mais insípidos dessa minha maratona pessoal.

Resumo
Data
Título
Ata-me
Avaliação
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