ATRAÇÃO FATAL (1987)

Atração Fatal | Fatal Attraction | dir. Adrian Lyne | EUA | ★★★★

Atração Fatal Poster

Atração Fatal” é aquele típico caso em que tinha tudo para ser um filme perfeito. Grande sucesso comercial, a obra ainda conseguiu o feito de ser indicado a seis prêmios Oscar (incluindo melhor filme e diretor), mesmo perdendo em todas as chances. Dirigido por Adrian Lyne, trata-se de mais uma novidade que o cineasta britânico caracterizou ao longo de sua esparsa carreira, com linguagem de videoclipe, takes estilizados e tórridas cenas de sexo. Atração Fatal” é até hoje lembrado por trazer Glen Close (excelente em sua melhor fase) no papel de Alex Forrest, uma loira fatal que acaba seduzindo Dan Gallagher (Michael Douglas), um advogado que leva um casamento estável com Beth (Anne Archer). O que Dan não imaginava é que uma aparente noite de sexo sem envolvimento emocional representasse muito mais para Alex, que passa a manipulá-lo com sua carência doentia até culminar numa perigosa fixação. Revendo “Atração Fatal” tantos anos depois, reparei que a história tende a um viés machista, já que o protagonista do filme é o homem infiel, mas vitimizado e com características de herói, enquanto Alex Forrest, inicialmente independente e bem sucedida, ganha um desequilíbrio muito ligado à sua solidão (ou falta de homem). Mas não tem como negar que o filme é muito bem ajambrado, principalmente em relação à sua estética e a brincadeira feita com as cores do ambiente versus figurino, tudo em prol do clima de suspense causado pela vilã capaz de cozinhar um coelho (a artimanha que ficou imortalizada) e jogar ácido no carro do amado. Segundo consta, o final seria muito mais desprovido de moralidades, mas sessões de teste revelaram que o público queria ver a mulher trucidada e o desfecho regravado pareceu ser um dos grandes responsáveis pelo sucesso que o filme obteve. Mesmo cultuado, “Atração Fatal” pecou em servir a audiência, tendo um resultado quase perfeito.

Resumo
Data
Título
Atração Fatal
Avaliação
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