BABEL (2006)

Babel | dir. Alejandro González Iñárritu | EUA | ★★★★

Babel Poster

Fechando a trilogia planejada pelo diretor Alejandro González Iñárritu e o roteirista Guillermo Arriaga, “Babel” é reconhecido como o filme mais fraco da tríade, principalmente no que diz respeito à quase ausência de grandes reviravoltas e ter não só um, mas os dois pés no melodrama. Os outros dois filmes anteriores – “Amores Brutos” (2000) e “21 Gramas” (2003) – continham, assim como “Babel”, uma gama de personagens estudados de perto, enquanto um acidente trágico reúne uma relação casual entre todos eles. Em Marrocos, um rifle é pego em um negócio pelo chefe de uma família de pastores de cabras. Os dois garotos da família, que deveriam utilizar a arma para espantar chacais, acabam, por uma ingenuidade quase imperdoável, atirando num ônibus de turistas. No veículo, a bala atinge a norte-americana Susan (Cate Blanchett), que está numa viagem a fim de recuperar o casamento em crise com Richard (Brad Pitt). Na casa deles, em San Diego, o casal de filhos é cuidado pela babá mexicana Amelia (Adriana Barraza), esta que pretende ir para o casamento de seu filho no outro lado da fronteira. Do outro lado do mundo, em Tóquio, a adolescente Chieko (Rinko Kikuchi), que é deficiente auditiva, mantém uma relação afastada de seu pai, certamente depois da morte misteriosa de sua mãe. Mas por que o filme, ainda que tenha essa decaída em relação aos outros filmes, ainda pode ser tão bom? A resposta é bem simples. O desafio em se travar um tema como a comunicação (ou a falta dela) e fazendo ligações com problemas geopolíticos (macro) e familiares (micro), não poderia ser tão bem idealizado como foi em “Babel”. E se não bastasse a própria dificuldade em se comunicar, cria-se também uma série de oportunidades para que o preconceito resista. “Babel” é um filme de grande poder narrativo e conta com uma edição exuberante, mas também é a prova de que Alejandro González Iñárritu poderia ser imbatível.

Resumo
Data
Título
Babel
Avaliação
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