BARTON FINK – DELÍRIOS DE HOLLYWOOD (1991)

Barton Fink – Delírios de Hollywood | Barton Fink | dir. Ethan Coen, Joel Coen | EUA | ★★★

Barton Fink Poster

Não duvido nada que “Barton Fink – Delírios de Hollywood” seja um dos filmes preferidos dos próprios irmãos Ethan e Joel Coen. Isso porque obras metalinguísticas que falam de crises criativas tendem a criar um forte vínculo com quem trabalha no meio. Vide o sucesso que “” (1963), de Federico Fellini, “Desconstruindo Harry” (1997), de Woody Allen, ou “Adaptação” (2002), de Spike Jonze. São exemplos nada tácitos que comprovam a necessidade de criadores em versarem sobre seus próprios fantasmas. Os irmãos Coen estavam sofrendo desse mal chamado bloqueio diante da dificuldade em concluir o roteiro de “Ajuste Final” (1990). Ou seja, “Barton Fink – Delírios de Hollywood” saiu meio que num intervalo, mas caira nas graças da pompa acadêmica.

É relatada a crise moral do personagem-título Barton Fink (John Turturro), um dramaturgo prestigiado pela crítica que, no ano de 1941, é convidado a sair de Nova York para escrever o roteiro de um filme comercial. Seu dilema gira em torno da sua aspiração artística contra o capital financeiro de Hollywood. Ele topa ir à Los Angeles, mas exige se hospedar num hotel vagabundo. Faz amizade com seu vizinho, o vendedor de seguros Charlie Meadows (John Goodman) e se envolve com a secretária (Judy Davis) de um roteirista de sucesso. Mas os estranhos eventos em que passa a vivenciar não são suficientes para que ele termine o roteiro de um filme B sobre luta livre.

Não há dúvidas de que “Barton Fink” teve suas qualidades devidamente reconhecidas. Foi o primeiro grande vencedor de Cannes, faturando todos os principais prêmios numa época em que o cinema norte-americano ia na contramão do viés artístico. Nada mal por ser uma crítica à indústria hollywoodiana, muito bem satirizada por uma dupla que estava ainda em início de carreira (o currículo ainda contava com os ótimos “Gosto de Sangue” e “Arizona Nunca Mais”). Pode parecer uma enorme falácia, mas não sou um fã convicto de “Barton Fink”. Impressionei-me com a ferocidade onírica dos irmãos – o que é bem típico deles –, mas vai de encontro a diversos temas sem alinhar uma nova credulidade. Talvez daqui a alguns anos, numa possível revisita, eu me surpreenda com uma nova visão das coisas.

Resumo
Data
Título
Barton Fink - Delírios de Hollywood
Avaliação
31star1star1stargraygray

Comentários (via Facebook)

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *