BASTARDOS INGLÓRIOS (2009)

Bastardos Inglórios | Inglourious Basterds | dir. Quentin Tarantino | EUA | ★★★★★

Bastardos Inglórios Poster

Bastardos Inglórios” é mais um exemplo de que Quentin Tarantino é invencível no termo “cinéfilo inveterado”. A ação se passa durante a 2ª Guerra Mundial, na França ocupada por alemães. Shosanna (Mélanie Laurent), a dona de um cinema parisiense, esconde sua verdadeira identidade. Ela é a única sobrevivente de uma família dizimada pelo Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) anos antes. Enquanto isso, o americano Aldo Raine (Brad Pitt) lidera um grupo de oito judeus obcecados por matar e escalpelar oficiais nazistas. A fama do grupo – chamado de “bastardos” – chega até ao afetado Adolf Hitler e aos ingleses, que envia o crítico de cinema Archie Hicox (Michael Fassbender) para auxiliar na matança dos oficiais. Tarantino explicita aqui o que há de mais característico em suas obras. Além da óbvia estruturação em capítulos na narrativa e ter o tema “vingança” como principal argumento, o diretor se utiliza de inúmeras referências cinematográficas para abarrotá-las em uma única obra. Essa coisa de tomar dos outros para construir o próprio dá um texto à parte para discussão. Particularmente, não acho que isso seja algo pernicioso, desde que as referências sejam feitas com a plasticidade que poucos diretores conseguem recriar. O que me intrigava era aquela supremacia do herói americano. Os “bastardos” eram compostos por norte-americanos que faziam a justiça com as próprias mãos pela simples vontade de combater o mal da guerra, representado também pela figura de Hitler (um vilão incontestável). Hans Landa, que na história é conhecido como “o caçador de judeus”, é uma das únicas figuras presentes em todos os capítulos da história. O que prova que Tarantino sabia do poder do personagem, montado sem aquela visão maniqueísta que os outros alemães do filme ganharam. “Bastardos Inglórios” é o Quentin Tarantino de sempre, ousando um pouco mais. E nós, cinéfilos e fãs do cara, sabemos que apenas ele pode nos proporcionar misé-en-scene sem deixar de ser popularesco e artístico.

Resumo
Data
Título
Bastardos Inglórios
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

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5 Comentários

  1. Oscar merecido para Christoph Waltz, de fato. Ele contrasta no filme, mesmo com outras boas interpretações.

    Essas referencias que Tarantino pega, eu tenho certas objeções. Como em Kill Bill, que tem tanta referencia, mas tanta, que parece que chega a ser um apanhado de edições de outros filmes, para formar um outro…

    No entanto, Bastardos Inglorios é um bom filme, por representar o oposto do que muitos filmes de Guerra faz, ou seja a ficão completa, fugindo da realidade trágica de tudo, com um final que dá um certo gostinho perverso pra mta gnt.

    Abs!

  2. Filme excelente, em cada cena é notável o sarcasmo e o humor negro que se materializam na explosão da violência… é ao mesmo tempo uma homenagem ao cinema clássico e um culto á arte pop, as referências usadas por Tarantino denotam isso desde Cães de Aluguel… Neste quesito Tarantino chega a me lembrar Godard (vale lembrar que ele já prestou várias homenagens ao realizador francês em seus filmes e até deu o nome de um de seus filmes à sua produtora, pois ambos propõem uma desconstrução de tudo que veio antes deles e tal desconstrução representa ao mesmo tempo homenagem e ruptura…

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