BLING RING – A GANGUE DE HOLLYWOOD (2013)

Bling Ring: A Gangue de Hollywood | The Bling Ring | dir. Sofia Coppola | EUA | ★★★★

Bling Ring Poster

Está cada vez mais difícil assumir que sou fã de Sofia Coppola. Não que seus filmes tenham se tornando ruins, mas é que a moça está constantemente sofrendo algum tipo de cobrança que beira o injusto. O fato é que Sofia já constitui uma linguagem própria. Não é a que irá agradar a todos e posso até concordar que isso pode estar virando sua zona de conforto, mas lhe é peculiar. Dessa vez, a cineasta leva às telas a impressionante história de um grupo de adolescentes de classe média que reside em Los Angeles e resolve invadir casas de celebridades para furtar pertences. Uma das primeiras coisas a ser pressuposta para assistir “Bling Ring: A Gangue de Hollywood” de mente aberta é aceitar a facilidade que esses jovens têm em adentrar nas casas de seus ídolos. Paris Hilton, que teve sua mansão (que aparece no filme) visitada mais de dez vezes, tinha o hábito de colocar a chave debaixo do tapete de entrada. Os conflitos internos de cada um dos personagens não são muito bem delineados, chegando a ser parcos. Mas o cerne da questão é um tanto quanto óbvio. Adolescentes estão em constante busca em ser o centro das atenções. Vem daí o imaginário em torno de Paris Hilton, o melhor exemplo pra citar uma figura que está nos holofotes por ser… Paris Hilton! Junte isso à era dos smartphones, das informações instantâneas, da explosão das redes sociais, da glamourização de uma figura que beira um personagem e pronto, o circo já pode estar armado. A obviedade dessa crítica (preocupante, por sinal) fica evidente com a cena de arquivo em que Lindsay Lohan, hoje mais conhecida pelos seus crimes do que pelos trabalhos como atriz, sendo ovacionada ao entrar na Corte americana com direito a chuva de purpurina! O filme é interessante na medida certa.

Resumo
Data
Título
Bling Ring: A Gangue de Hollywood
Avaliação
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Comentários (via Facebook)

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2 Comentários

  1. Apesar de não fazer nenhuma cobrando a senhorita Sofia (que culpa ela tem de ter um sobrenome tão poderoso no cinema) eu simplesmente não curto muito seus filmes (tem exceções como Encontros e Desencontros e as Virgens Suicidades) porque acho que eles nunca conversam comigo (provavelmente eu sou o surdo, não tenho dúvidas disso).

    Bling Ring tem seus momentos, constroi bem o “fetiche” dos jovens e tudo mais, mas não me disse nada. Não me transmitiu nada. Achei um filme apenas regular.

  2. verdade, a direção dela é bastante característica, assim como a forma calma de conduzir a história, dando mais atenção aos detalhes e tudo mais, mas desta vez o roteiro ‘tava fraco, sei lá, nalguns minutos ali parecia que ela enchia linguiça (:

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