BOA SORTE (2014)

Boa Sorte | dir. Carolina Jabor | Brasil | ★★★

Boa Sorte Poster

A minha rápida passagem por uma semana pelo Rio de Janeiro me reservou momentos inesquecíveis com meus queridos amigos cariocas (que carrego no coração). Estou a cada viagem mais apaixonado pela “cidade maravilhosa”. Dessa vez, fiz até mesmo uma incursão por uma sala de cinema para ver o nacional “Boa Sorte”, que esteve em cartaz na última Mostra de São Paulo, mas, por razões estratégicas, acabei deixando passar. Confesso que a minha curiosidade maior era ver novo trabalho de Deborah Secco, uma de nossas intérpretes mais carismáticas e talentosas (quem já viu “Bruna Surfistinha” sabe do que estou falando). Mas o fato de ser a estreia de Carolina Jabor – filha do cineasta e colunista Arnaldo Jabor – como diretora também manteve hype ao longa, assim como o fato do mesmo ser uma adaptação do conto “Frontal com Fanta”, de Jorge Furtado, que escreveu o roteiro junto com o filho Pedro Furtado. Aproveito para fazer o alerta de que Deborah não é necessariamente a figura central da história, que na verdade é o jovem João (João Pedro Zappa), que, viciado em medicamentos, é mandando para uma clínica de reabilitação pelos pais, que estão muito mais preocupados em se livrar do problema do que com a saúde do filho. Lá, ele conhece Judite (Deborah Secco), interna que já experimentou de tudo na vida e atualmente é soropositiva sem tratamento por conta de problemas hepáticos, o que a torna uma bomba-relógio. Num período de verdadeira autodescoberta, João acaba se apaixonando por Judite. “Boa Sorte” não chega a ser um erro. Aliás, detém uma beleza poética em diversos momentos, mesmo que os clichês do perfil temático e espacial esteja insistentemente ali. A questão da invisibilidade como metáfora dada à indiferença humana pode ser um acerto, enquanto a sequência contada por uma animação lúgubre seja ainda mais inesquecível. Entretanto, o problema de “Boa Sorte” foi não ter se encerrado no momento certo, investindo em resoluções que beiram o infantil para desaguar num desfecho melodramático demais. Uma pena.

Resumo
Data
Título
Boa Sorte
Avaliação
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