BRUNA SURFISTINHA (2011)

Bruna Surfistinha | dir. Marcus Baldini | Brasil | ★★★

Bruna Surfistinha Poster

Baseado livremente no best-seller nacional “O Doce Veneno do Escorpião”, “Bruna Surfistinha” retrata a ascensão midiática de Raquel Pacheco (Deborah Secco), antes uma garota da classe média alta paulistana e estudante de um famoso colégio nobre, que decide fugir da casa dos pais adotivos para seguir a vida de garota de programa. Convivendo com outras prostitutas, Rachel percebe que seu “talento natural” está muito além do pouco cobrado por ela naquele ambiente. Em companhia de boas e más companhias e um empreendedorismo peculiar, a moça decide trabalhar por conta e narrar sua vida em um blog pessoal. A vida de uma profissional do sexo por si só já detém a curiosidade de muita gente. Seu sucesso na internet e nas páginas de seu livro demonstra que a vida de Raquel, de maneira geral, não é diferente. Apesar de se tratar de uma prostituta por opção e começar a aflorar sua sexualidade de maneira gradual, sua história se torna um lugar comum quando defende que a vida “fácil” é um poço que algumas mulheres caem e precisam ser regatadas por um “príncipe” que vai tirá-las dali. Mesmo com uma história tão batida e cheia de armadilhas, “Bruna Surfistinha” é bem empolgante na maior parte do tempo. O diretor estreante Marcus Baldini demonstra uma incrível capacidade de entusiasmar com ótimas tomadas. Um exemplo é a forma até mesmo divertida que ele mostra o crescimento de Bruna no privê, com inúmeras passagens de clientes no ambiente de trabalho dela. Infelizmente, tudo isso vai pelo ralo por conta de um roteiro frágil, que vemos desmoronar aos poucos diante de nós. É como um castelo de cartas. Ficamos impressionados com o feito no início, mas sabemos que basta uma pisada em falso e tudo vai abaixo. E isso acontece impiedosamente no terceiro ato. No geral, “Bruna Surfistinha” diverte, tem bons momentos e não se atém ao tratamento Rede Globo de Produção no cinema.

Resumo
Data
Título
Bruna Surfistinha
Avaliação
31star1star1stargraygray

Comentários (via Facebook)

comments

9 Comentários

  1. Não vi humanidade na Bruna do filme. Um ser humano sem humanidade, sem qualquer laço afetivo, não quis ter família, nem amigos, quiçá um cônjuge. Ela escolheu não ter ligação afetiva com ninguém em prol de uma suposta liberdade. Que tipo de liberdade ela queria? Liberdade financeira? Não. ela não queria liberdade financeira, ela queria a liberdade de optar em ser um não ser, já que ela tinha condições de viver só sem se prostituir. Ao optar ser Bruna ela quis se matar estando viva, servindo apenas de receptáculo de semem retido por preservativos.
    A Bruna do filme não faz parte da sociedade enquanto um ser social, mas somente como acolhedor peniano e nada mais, pois não integra a sociedade enquanto indíviduo ligado afetivamente ao outro.
    A Bruna do filme é tão repugnante quanto um psicopata assassino, tão asquerosa quanto um pedófilo tão perigosa quanto um terrorista.
    A prostituição deve ser compreendida mas não deve ser aceita e jamais ser trtatada com glamour do filme, assim como o homicídio pode ser compreendido,mas jamais pode ser aceito.
    Enfim… muita gente gostou do filme,mas não gostaria de ser filho da Bruna do filme.

  2. Jr, teu blog é sensacional, parabéns mesmo – já te linkei ao meu, te sigo aqui e te sigo, também, no twitter, rs.

    Quanto ao post: Acredita que não pude conferir? Li o livro e confesso ter achado ridiculo, ainda mais que achei sem talento a escrita da tal Bruna. Confesso que meu interesse nessa produção que, felizmente, tem tido boas críticas, é quanto ao desempenho de Deborah Secco – gosto muito dela como atriz.

    Abraço!

  3. Paolo: E uma tremenda de uma vagabunda, infeliz, perdedora, que não estudou, por achar que vendendo o corpo traria dinheiro facil. Conseguiu e ainda teve uma ótima sacada em lançar um livro para ganhar mais R$.
    Já o filme, remake de alguns filmes nacionais, com uma atuação de debora secco sempre o aquela cara de confições de adolescente.. Cansada, parece que debora só atua sempre do mesmo jeito, tanto em novelas e filmes. Nota 5 para a ficção científica kkkkkkkk

  4. Mardem

    Obrigado pela visita!

    Bem, cinema nacional ainda é taxado dessa forma. É violência, seca, favela e muito sexo. Mas isso NÃO É exclusividade brasileira, é claro.

    Nesse filme, o sexo soou como um elemento, e não como uma premissa. Bruna é a figura central, e como se trata de uma garota de programa… o que se pode esperar? Sexo, oras.

    E você colocou muito bem quando diz que se trata de uma história moral (mas não assim tããão bem embasada, rs). Ao todo, a obra deve ser vista SEM esse preconceito que eu até citei no início da crítica.

    ^^

  5. Olá. MUito boa sua crítica. O filme está de fato excelente. Gostei muito da atuação da Debora e a direção está otima..Deiferente do que o colega colocou ai em cima, o filme não fala de sexo. Pelo contrário, o sexo é o pano de fundo para uma his’toria moral muito bem embasada. Com grandes questionamentos e profunda reflexão. Claro, o corpo dela é explorado, mas ao meu ver, algo mais além do que sexo, como uma forma de mostrar e acentuar uma decisão tomada. A Bruna foi uma mulher corajosa, não por ser prostituta, mas por que conseguiu sustentar uma escolha de vida. Quantos de nós conseguimos isto de fato, sem nos enganarmos? fica ai o questionamento.

  6. filme excelente, e vc tem razao muitas pessoas criticam o cinema nacional sem sequer assistir. é lamentavel.

    parabens pelo texto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

* Copy This Password *

* Type Or Paste Password Here *