CAROL (2015)

Carol | Carol | dir. Todd Haynes | EUA | ★★★

Carol Poster

O diretor Todd Haynes já está ficando conhecido por fazer trabalhos com protagonistas mulheres que estão envoltas em renúncia diante de uma sociedade tradicionalista. Foi assim com “Longe Dela” (2002) e na minissérie “Mildred Pierce” (2011). Por isso, a escolha para dirigir “Carol” me soou um tanto quanto confortável, porém isso não significa ser um erro. “Carol” é baseado no livro de Patricia Highsmith, a mesma escritora da obra que deu origem ao “O Talentoso Ripley” (1999). Na época em que foi lançado – no início dos anos 50 –, já prevendo a grande polêmica que poderia resultar, a publicação de Patricia saiu com o pseudônimo Claire Morgan. Desde os 90 tentam adaptá-lo para o cinema, tendo êxito somente agora. A história retrata o amor proibido entre a tímida vendedora Therese (Rooney Mara) e Carol Aird (Cate Blanchett), uma mulher mais velha que está em processo de divórcio com o ciumento Harge (Kyle Chandler). Muito se fala sobre o protagonismo de “Carol”, pois na atual campanha pré-Oscar, separaram as duas atrizes principais para concorrerem em categorias diferentes (Blanchett seria atriz principal e Mara ficaria como atriz coadjuvante). Eu quase sempre tenho alguma controvérsia em relação à essas escolhas de produtores, mas posso dizer que nesse caso a estratégia foi correta do ponto de vista narrativo. Carol, além de levar o nome no título da obra, é melhor desenvolvida pela própria história, já que seu maior dilema – do qual eu prefiro não revelar – é complicado para quem teve que lidar com a sua própria sexualidade na metade do século passado. Já Therese, apesar de ser outra parte essencial para a trama, é vista como a parte conflitante, o que seria natural por se tratar de uma mulher mais jovem. Se eu gostei do filme? Bem, eu confesso que esperava mais. Apesar de ser um trabalho de requinte, bem produzido, dirigido e interpretado, “Carol” ao mesmo tempo é um trabalho bastante acadêmico, correto por ser aquilo que se espera dele. Os conflitos soam repetitivos e o didatismo da coisa toda somente empalidece um trabalho que foi feito basicamente para a Academia. Juro que eu torci para gostar mais.

Resumo
Data
Título
Carol
Avaliação
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