CÉU AZUL (1994)

Céu Azul | Blue Sky | dir. Tony Richardson | EUA | ★★★

Céu Azul Poster

Céu Azul pode até soar como um filme simplório. E até é, se levarmos em consideração o seu desenvolvimento solucionista e personagens que funcionam muito mais como uma mecânica para dar o que o público espera (com exceção, é claro da protagonista). Por outro lado, é interessante notar que a própria obra tende a discutir uma passagem obscura dos EUA, onde a ciência poderia estar totalmente aliada aos interesses do Estado em meio à Guerra do Vietnã. Céu Azul foi concluído em 1991, mas ficou três anos na prateleira após a falência da Orion Pictures, sendo lançado então em 1994, e conquistando relevância em premiações na época, com destaque para Jessica Lange, que garantiu o Oscar de melhor atriz no ano seguinte. A demora foi tanta, que o diretor da fita, o inglês Tony Richardson, já havia falecido em decorrência de complicações da AIDS. A história foi escrita por Rama Laurie Stagner, que fez um texto semi-autobiográfico se baseando no casamento de seus pais. A estrela maior é Carly (Lange), a esposa de Hank Marshall (Tommy Lee Jones), mãe de duas filhas adolescentes (Amy Locane e Anna Klemp), e que adora se inspirar em suas divas contemporâneas, como Brigitte Bardot e Marilyn Monroe. O marido é um oficial do Exército responsável por testes nucleares, algo ainda pouco discutido na sociedade no contexto em que se passa a história, no início da década de 60. Carly é expansiva, atrevida e supostamente bipolar. E isso irá causar problemas na nova base em que a família Mashall irá se instalar, no Alabama. É uma pena que Céu Azul se utilize de um triângulo amoroso trivial para relatar a parte mais interessante, que é justamente as injustiças que o Exército era capaz para abafar os efeitos nocivos da radiação em testes nucleares para fins bélicos. Resumidamente, o filme é mais Jessica Lange do que qualquer outra coisa.

Resumo
Data
Título
Céu Azul
Avaliação
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