CHRISTINE (2016)

Christine ​|​ ​Christine​ ​|​ ​dir.​ Antonio Campos ​|​ ​EUA ​|​ ​★★★

Christine 2016 PosterPara falar sobre “Christine”, será preciso falar ao menos um pouco sobre quem foi essa mulher que ganhou essa cinebiografia. Caso você nem sequer imagina quem foi Christine Chubbuck, pode ser que o que vou falar soe como uma espécie de spoiler. Porém, vá por mim: o tal fato não é um ponto de desfecho que merece um status de “cliffhanger”, e sim de um resultado trágico que infelizmente não teve como ser evitado. A tal Christine foi uma jornalista que trabalhava numa estação de TV local da cidade de Sarasota, na Flórida. Em 1974, num ato de desespero que soou como um protesto contra o sensacionalismo que o canal parecia estar se submetendo, Christine dá um tiro na própria cabeça, o que leva ao seu óbito aos 29 anos. O suicídio foi televisionado e, a pedido da família, todas as cópias supostamente foram destruídas. Talvez em razão disso o filme não pegue tanto esse fato para elucidar o mesmo sensacionalismo que a biografada proferiu contra nas suas últimas falas. Se for pensar do ponto de vista geral, “Christine” está muito mais interessado em fazer um estudo de personagem, o que nesse caso é um prato cheio, já que Chubbuck é complexa até demais. Seus pontos fracos residem, em grande parte, na sua insegurança no trabalho, sexualidade reprimida (o que não deixa de permitir um amor platônico pelo colega de bancada) e conflitos com sua mãe. A merecedora do tour de force foi Rebecca Hall, aqui sem maquiagem e bastante segura no papel-título. Embora bastante elogiável na sua decisão em não se entregar ao fator suicídio já na primeira cena, é certo que “Christine” também peque na barriga que a história ganha bem no meio da trama. Para quem ficou curioso com o caso, Christine Chubbuck também é tema do recém lançado docudrama “Kate Plays Christine” (2016).

Resumo
Data
Título
Christine
Avaliação
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