CÓPIA FIEL (2010)

Cópia Fiel | Copie Conforme | dir. Abbas Kiarostami | Itália | ★★★★

Cópia Fiel Poster

Cópia Fiel” é, sem dúvida, um desses filmes obrigatórios para os fãs de arte. Embora o cinema – enquanto produto – esteja totalmente absorvido na nossa sociedade, é preciso uma obra como essa para comprovar o poder de alcance que esta ou qualquer outra expressão artística possui. É visivelmente perceptível a presença de dois filmes aqui, dos quais, uma vez somados, funcionam como um jogo performático muito bem representado pelo diretor iraniano Abbas Kiarostami. O historiador da arte James Miller (William Shimell) é um inglês que se encontra na Toscana para divulgar seu mais novo livro intitulado Cópia Fiel. Durante sua conferência, Elle (Juliette Binoche) tenta ouvir o discurso do escritor. Mais tarde, ao receber a visita do próprio palestrante em seu antiquário, Elle o convida para conhecer a região de Lucignano, no subúrbio de Arezzo. Nesse passeio, eles discutem a principal questão do livro escrito por James: “Afinal, a cópia de uma obra é tão valiosa quanto à original?”. Miller diz que sim. Em contrapartida, Elle defende a sua visão mais expandida sobre o assunto. Mas o que seria o molde original? Isso existe na nossa vida? É possível apreender algo “original”? São essas e outras discussões que os dois irão travar no decorrer do filme. Na primeira parte de “Cópia Fiel“, o naturalismo mostrado foi me conquistando logo nos seus primeiros minutos. Depois disso, é iniciado um jogo de convenções com os protagonistas fingindo serem casados há quinze anos. Pressupõe-se até mesmo certa confusão por parte dos espectadores, que poderão ficar perdidos ou intrigados com aquela nova situação. “Cópia Fiel” é praticamente um exercício intelectual de Kiarostami, que não pretende esmiuçar a temática da obra e dar para o espectador assim tão facilmente. Mesmo com a devida disposição para conferir esse trabalho, é possível desencanar e acabar sendo levado pelas conversas entre o casal, principalmente no que confere às discussões temáticas.

Resumo
Data
Título
Cópia Fiel
Avaliação
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6 Comentários

  1. Gosto muito da Juliette Binoche, mas achei o filme muio chato. Pouco profundo na discussão do tema central e muito cheio de floreios… Lento e angustiante, com um final ainda mais chato. Pretensioso.

  2. Quando li sobre o lançamento do filme, quis muito ir vê-lo. Gosto muito da Juliette Binoche, pela sua beleza e pelos trabalhos maravilhosos que ela já realizou. Neste filme ela está maravilhosa, cada gesto, cada expresão…de uma naturalidade impressionante! O outro ator também está um primor. Os diálogos sobre cópia e original que ocupam de forma mais deliberada do filme são ótimos…em especial os argumentos bem humorados e cotidianos que o autor usa, de uma forma que somente quem está seguro de suas ideias faz. Mas no todo, o filme torna-se um pouco cansativo. A opção em focar as cenas sempre nos dois atores, por um lado reforça a ideia dos diálogos, por outro contribui para deixar o filme um pouco pesado ‘demais’.

  3. Eu já cheguei ao cinema contrariada, pois senti-me obrigada a ir (por causa do meu trabalho, creiam…).

    Não gostei de nada, absolutamente nada. É um filme lento, chato, que dá voltas e voltas e termina no nada, como era de se esperar!

    Vale para aqueles que amam um papo super cabeça, interpretam a todos e a tudo o tempo inteiro e adoram quando há um ar de interrogação nas expressões das pessoas…

    Bem, adorei ter encontrado esse espaço para dizer o que achei, porque se dissesse metade disso para o meu “chefe”, com certeza seria considerada medíocre, infantil, burra…sabe-se lá mais o que…

    Amo Juliette Binoche, ela está linda e interpreta o seu papel com maestria (viram, encontrei algo positivo!!).

  4. fui assistir ao filme sem saber do que se tratava… depois que o assisti, procurei críticas sobre ele, e no meu entender, nenhuma delas bateu com o que eu interpretei do filme… no início ele é muito chato, mas depois parece que as situações se explicam, mas não como os críticos tentam expor.. não é um filme que pode ser recomendado a todos, mas eu, particularmente, gostei.

  5. É um filme que deixa o espectador confuso. Foi divertido tentar relembrar as cenas para descobrir qual é o relacionamento entre as personagens… Até agora não tenho certeza! Mas achei cansativo.

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