CUBO (1997)

Cubo | Cube | dir. Vincenzo Natali | Canadá | ★★★★

Cubo Poster

Depois de tantos anos, me dei conta de que “Cubo” estava no catálogo do Netflix, com direito à boas recomendações. Vi e posso dizer que está longe de ser um filme ruim. Com um mote muito similar à franquia iniciada por “Jogos Mortais” (2004) no que se refere ao seu grau de sadismo, esse suspense psicológico do Canadá tem uma movimentação interessante, mesmo sendo pequeno, com uma produção simples e pouquíssimos personagens para interagir. Esses personagens acordam misteriosamente numa sala 14 por 14. São eles um policial, uma médica, um criminoso especialista em fugas de prisão, uma garota que é um gênio da matemática e um arquiteto que pouco fala. Mais tarde se junta a eles um autista. Todos eles têm uma determinada função que poderia ajudá-los a sair dali, o que deve ser ainda mais urgente porque, como se não bastasse, são privados de água e comida. O problema é que a saída dessa sala descamba em outros cubos, que podem conter armadilhas letais. Dirigido pelo estranho Vincenzo Natali (“Splice – A Nova Espécie”), “Cubo” foi praticamente todo gravado com câmera na mão, que quando não está pegando seus personagens em primeiro plano em momentos tensos, está se movimentando de maneira nauseante. Tudo isso contribui para uma sensação de claustrofobia  cada vez maior. E tudo isso sem sabermos o que está por trás daquilo. Seria um teste do governo? Uma prisão? Um jogo controlado por um vilão sádico como Jigsaw? Só vendo o filme pra saber (ou não). Serve até mesmo para fazer um estudo sociológico através das reações dos prisioneiros, que aos poucos vão sucumbindo ao estresse, a necessidade de liderança e a a perda de confiança. Como no recentemente visto “O Nevoeiro” (2007), vemos que o ser humano sempre vai tender pelo imediatismo das coisas. “Cubo” tem duas continuações – “Cubo 2 – Hipercubo” (2002) e “Cubo Zero” (2004) -, mas duvido muito que seja tão bom quanto esse primeiro.

Resumo
Data
Título
Cubo
Avaliação
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2 Comentários

  1. Caro Adécio,

    Não sei como esse filme veio parar nas minhas mãos, mas com certeza assisti duas vezes e o recomendei horrores. Uma gradissíssima surpresa! Cheguei a assistir o Hipercubo e não, não chega aos pés. E nem sabia que tinha um terceiro, cruzes!

    Abraço

  2. Esse é clássico da época das locadoras, como sempre curtia “ficção científica” esse filme sempre estava la na sessão alugado também, quando pintou a oportunidade eu assisti e lembro de, na época, ter curtido o filme.

    Tem umas continuações que nunca encarei, acho que rola até um tal de hipercubo hahahaha.

    Se ainda tiver na Netflix acho que vou até revê-lo pra relembrar

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