DARK HORSE (2011)

Dark Horse | dir. Todd Solondz | EUA | ★★

Dark Horse Poster

Assistir a um filme de Todd Solondz não é pra qualquer dia. É impressionante como eu quase perco a vontade de sair de casa depois de ver um filme como esse, tamanho o desânimo em ao menor inferir a possibilidade de existir uma sociedade como esse diretor descreve. Embora estejamos em outra configuração de tempo e espaço em relação à obra, tudo o que Solondz descreve nada mais é do que uma versão sarcástica e pouco atenuada de uma sociedade indiferente quanto ao próximo. Em “Dark Horse”, ele pode não ter tido a mesma maestria irônica que ele já mostrou nos dois principais (e geniais) de seus filmes: “Felicidade” (1998) e “Bem-Vindo à Casa de Bonecas” (1995), mas manteve a sua intenção em parodiar o que a América resultou entre seus pares. A figura central agora é Abe (Jordan Gelber), homem alienado que se mantém na casa dos pais (Mia Farrow e Christopher Walken), finge que trabalha e parece não ter ambição alguma. Fora de qualquer padrão estético e tendo que ser exaustivamente comparado ao irmão bem-sucedido, ele pouco se importa em sair da mediocridade que se instalou à sua volta. Ao conhecer a carrancuda Miranda (Selma Blair) numa festa de casamento, Abe acredita ter encontrado o grande amor da sua vida. E nem mesmo uma doença poderia tirar a sua ideia de casar com sua amada. “Dark Horse” é um filme esquisito. É daquelas comédias involuntárias, que de tão cruel passa a ser bizarra. Infelizmente, ao contrário do que acontecia em seus outros trabalhos, Todd Solondz pesa a mão nas incompetências de seu herói, o tornando muito mais irritante do que um centro para extrair alguma reflexão válida. Trata-se de um filme relevante, “assistível”, mas que está longe de ser bom exemplar de um diretor que parece ter colocado a sua maior carga de criatividade no início da carreira.

Resumo
Data
Título
Dark Horse
Avaliação
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