DESCOMPENSADA (2015)

DescompensadaTrainwreck | dir. Judd Apatow | EUA | ★★★

Descompensada Poster

Hoje em dia é fácil reconhecer um filme de Judd Appatow, um cara de humor tipicamente peculiar e – não posso mentir – cansativo. Sua turminha sempre se encontra em exemplos como “O Virgem de 40 Anos” (2005), “Ligeiramente Grávidos” (2007) e “Bem-Vindo aos 40” (2012). Já catapultou carreiras e tem um alcance extenso de piadas com o universo pop. Pela primeira vez, ele está apenas na função como diretor em “Descompensada”, que dessa vez é roteirizado por uma tal de Amy Schumer. Nunca havia escutado falar dela antes, mas pelo que pesquisei é uma comediante bastante requisitada por lá e até já estrelou produções do canal Comedy Central. Além de escrever, Schumer também é uma das produtoras e estrela desse longa, que inexplicavelmente chegou entre os finalistas do Globo de Ouro 2016 nas categorias de melhor filme e atriz de comédia. É por essas e outras que o prêmio é tão contestado por aí. Aqui ela interpreta uma mulher que cresceu acreditando que não existe monogamia, pois aprendeu com seu pai ainda pequena que se prender a alguém é um erro. Amy então vive uma rotina de sexo casual com homens aleatórios, festas, bebidas e maconha, além de trabalhar na redação de uma revista masculina. É de lá que recebe uma pauta esportiva e resolve fazer o perfil do médico do esporte Aaron (Bill Hader). O que Amy não poderia esperar é que Aaron acabaria a conquistando. Logo se vê que “Descompensada” poderia facilmente cair num campo moralista, pois é indiscutível o teor ousado da trama. Se fosse lançado alguns anos atrás, com certeza o personagem central do filme seria um homem. Aqui, vejam só, a protagonista se assusta com a ligação do cara com quem fez sexo na noite anterior, a ponto de sua amiga ameaçar chamar a polícia pro cara. Embora ainda se traia em alguns momentos ao construir uma personagem passivo-agressiva, carente e que adora uma DR, “Descompensada” sofre mesmo pela sua falta de graça na maior parte do tempo. O filme em si não é um erro, mas também não é nada demais.

Resumo
Data
Título
Descompensada
Avaliação
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2 Comentários

  1. É, creio que a crítica está perfeitamente correta. De fato, a única parte em que eu cheguei a rir mesmo foi justamente a última parte do personagem de Ezra Miller, que foi mesmo hilária. De resto ri, mas não foi muito não.

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