DESEJO E REPARAÇÃO (2007)

Desejo e Reparação | Atonement | dir. Joe Wright | Reino Unido | ★★★★★

Desejo e Reparação Poster

Mesmo sendo um filme feito para abrilhantar Oscar e grandes semelhanças com o filme anterior do mesmo diretor Joe Wright, “Orgulho e Preconceito” (2005), eu tenho grande apreço por “Desejo e Reparação” desde a primeira vez que o assisti. O interessante é que, nessa revisita que fiz, novas coisas foram sentidas, e nenhuma delas desmereceu a obra. Muito pelo contrário. Reitero mais uma vez que este foi um novo respiro da safra de 2007, por dois motivos que levantarei mais adiante. A história é claramente dividida em duas partes, conforme as duas palavras do título. A primeira se passa na Inglaterra pré-Segunda Guerra, mais especificamente na residência de uma família aristocrata. A pequena aspirante a escritora Briony (Saoirse Ronan) testemunha uma tensão sexual entre a irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), e Robbie (James McAvoy), o filho da governanta. Sua surpresa, somada a um amor platônico pelo humilde rapaz, faz com que a garota o acuse falsamente de um estupro contra uma prima, alterando o destino dos três completamente. Já a segunda parte da história se passa quatro anos depois, já durante a Guerra, quando as irmãs Briony e Cecilia trabalham como enfermeiras e nunca mais se falaram.  Os dois motivos que me fizeram ter a certeza de que “Desejo e Reparação” é, de fato, um filme grandioso é: 1) a relação paradoxal entre o que é visto pela curiosa Briony – um interesse sexual – e o que é fato – um amor que atravessa uma guerra; 2) as reflexões trazidas pelo final arrebatador. Afinal, qual o nível da culpa retratada no filme? É perdoável? Imaginável perante a dor da personagem? Isso que não estou falando na direção de arte estupenda, o figurino que deu o que falar (o vestido verde entrou pra história) e o plano-sequência de cinco minutos em que a câmera passeia pelos vestígios de uma batalha. Um filme que tem tudo pra ficar na memória afetiva.

Resumo
Data
Título
Desejo e Reparação
Avaliação
51star1star1star1star1star

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Um comentário

  1. Confesso que ainda tenho uma preferência por “Orgulho e Preconceito”, mas este é um dos raros casos em que a adaptação para os cinemas ficou tão boa quanto o livro.

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