DJANGO LIVRE (2012)

Django Livre | Django Unchained | dir. Quentin Tarantino | EUA | ★★★★★

Django Livre Poster

Vejo com desconfiança o descontentamento que muitos cinéfilos vêm apontando após assistir “Django Livre”, principalmente aqueles que dizem que o filme “é o Tarantino de sempre”. Sério?! Quentin Tarantino possui uma linguagem que ele adquiriu no começo da carreira e foi ficando cada vez mais sólida. Ver uma homenagem confessa ao western spaghetti, mas contrastando os elementos de blaxploitation e dando espaço para os escravos sulistas do séc XIV não é uma artimanha suficientemente inusitada? Ou estou enganado?

Em 1858, poucos anos antes da Guerra da Recessão, o dentista alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) transita pelas estradas do Texas a procura de um escravo que possa auxiliá-lo numa tarefa. Schultz, na verdade, é um caçador de recompensas e irá comprar a liberdade de Django (Jamie Foxx) para chegar a três de suas presas. O escravo agora liberto, por sinal, tem motivos suficientes para aniquilar os procurados, já que todos são malfeitores que açoitam negros subjugados. Para ajudar Django a encontrar sua esposa (também escrava), Schultz tentará alinhar negócios com o pragmático Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), um dos maiores latifundiários do Mississipi, que organiza lutas livres entre seus escravos que só termina com a morte de um dos combatentes. É nas terras de Candie que se encontra Broomhilda (Kerry Washington), a esposa de Django.

Falo, desde já, que me diverti demais com “Django Livre”. Só mesmo Quentin Tarantino para nos fazer rir com a sátira perfeita de um ataque ao “branco que está acomunado com um crioulo”, organizado por um grupo de homens que formam o embrião da Kru Krux Klan, a reunião dos racistas mais ferrenhos que já surgiu no Sul dos EUA. Posso concordar num único ponto que os desgostos com “Django Livre” têm razão: o final deixou a desejar em alguns aspectos. Quentin Tarantino sempre construiu um desfecho mais elaborado, sem recorrer a um final feliz, necessariamente. Ainda assim, eu não posso deixar que esse incômodo se sobreponha ao restante do filme que, sejamos sincero, funciona da maneira devida e não depõe contra ao estilo já corroborado do mestre.

Resumo
Data
Título
Django Livre
Avaliação
51star1star1star1star1star

Comentários (via Facebook)

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4 Comentários

  1. É sério que tem gente decepcionada com DJANGO LIVRE?
    Sob que argumento?

    Concordo integralmente com você. Tarantino é, sem dúvidas, novamente inovador em seu novo filme! Que grande surpresa eu tive no cinema ao ver o filme. Não esperava tanto dele!

    DJANGO LIVRE é muito bom! Na minha opinião, o terceiro melhor na filmografia do Tarantino. Christoph Waltz, um dos melhores atores da atualidade, está impecável no filme.

    Abraços

  2. Ótimo texto. O pessoal reclama do Tarantino porque não querem dar o braço a torcer por ele ser um dos cineastas mais importantes da atualidade no cinema americano. Só por isso mesmo, ninguém quer reconhecer que o atendente de locadora é um gênio. Django Livre é maravilhoso. Abração!

  3. Exatamente Adécio, concordo contigo completamente. Sua análise não poderia ser mais oportuna num momento onde enfrento vários resmungos e descontentamentos com este novo filme de Tarantino.

    Poucas vezes me diverti tanto no cinema e lendo o seu texto, só de lembrar as cenas fico entusiasmado.

    Parafrasenado “jango” (o D é mudo, tenha medo): Gosto do jeito que você escreve rapaz. hehehe

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