DOCINHO DA AMÉRICA (2016)

Docinho da América ​|​ ​American Honey​ ​|​ ​dir.​ Andrea Arnold ​|​ ​Reino Unido ​|​ ​★★★★

Docinho da América PosterEu estou resistente em aceitar um título como “Docinho da América”, sendo o original – American Honey – muito mais irônico e pungente para a história. Mas fazer o quê? Essa é apenas mais uma das incontáveis provas de que quem traduz títulos dos filmes muitas vezes não sabe nem do que se trata a obra. Fiquei sabendo deste mais novo trabalho da diretora Andrea Arnold (“O Morro dos Ventos Uivantes”, “Aquário”) pela presença entre os concorrentes pela Palma de Ouro no último festival de Cannes e com as seis indicações no atual Independent Spirit Awards. E nem sabia que já estava em cartaz no Brasil em serviço on demand desde o finalzinho de dezembro. Não tardei em conferir. “Docinho da América” (cof cof) é um filme longo, contando com quase três horas de duração. Porém, no meu caso, nem foi sentido, pois passou voando. Trata-se de trata de um road movie iniciado quando Star (Sasha Lane), cansada da vida deplorável que vivia, é chamada por Jake (Shia LaBeouf) para integrar uma trupe que roda o meio-oeste estadunidense vendendo assinatura de revistas. Na verdade, apesar da linha dura que é a líder do grupo, Krystal (Riley Keough), todos estão ali muito pela vida hedonista que levam somada à um meio familiar acolhedor. E é justamente essa a tônica de “Docinho da América”: mostrar o vínculo de Star não só com seus novos amigos, mas consigo mesma através de sua nova maneira de enxergar aqueles que a cercam. A garota passa por várias situações, o que não significa que alguma delas irá fazer grande diferença em sua trajetória. Por sinal, o único pecado do filme é insistir no seu romance com Jake, que só faz com que ambos nos martelem o fato de que são tão imbecis quanto parecem.

Resumo
Data
Título
Docinho da América
Avaliação
41star1star1star1stargray

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