E SE VIVÊSSEMOS TODOS JUNTOS? (2011)

E Se Vivêssemos Todos Juntos? | Et Si on Vivait Tous Ensemble? | dir. Stéphane Robelin | França | ★★★

E se Vivêssemos Todos Juntos Poster

Trata-se de um filme leve, que pretende retratar o lado tocante da velhice, mas sem despistar, contudo, os problemas inerentes dessa fase da vida. Os personagens principais são interpretados por estrelas carismáticas e talentosas, com direito a comediantes populares na França e estrelas mais conhecidas no mundo inteiro. É o caso de Jane Fonda. Eu mesmo fiquei surpreso ao notar que ela, talvez por conta da maturidade, esteja cada vez mais sensível, intensa e, porque não dizer, bela. Muita gente pode entender a decisão de cinco amigos em viverem juntos quando os piores sintomas da velhice estão chegando. Por vezes sem a proximidade da família, é melhor conviver com pessoas que nos façam bem do que jogados em instituições para “a melhor idade”.

Foi isso que os cinco protagonistas resolveram fazer nessa história. A casa de Jean (Guy Bedos) e Annie (Geraldine Chaplin) fica aberta para receber os amigos. Albert (Pierre Richard) já começa a sofrer os problemas inicias da esclerose, enquanto sua esposa, Jeanne (Jane Fonda) esconde a decisão de não tratar um câncer em estágio preocupante. Junto a eles, o solteirão galanteador Claude (Claude Rich) teve um infarto e, por isso, seu filho tenta o interna-lo em uma clínica para idosos. Juntos, eles serão supervisionados pelo jovem estudante alemão Dirk (Daniel Brühl).

O grande trunfo de “E Se Vivêssemos Todos Juntos?” está na abordagem que o roteirista e diretor Stéphane Robelin dará a essa comédia dramática. Muitos assuntos que envolvem a velhice (e com ela a perecibilidade do corpo) ainda são tabus, principalmente quando nos damos conta de que existe desejo sexual na terceira idade. O grupo de idosos que compõe a trama é, em resumo, formado por pessoas que parecem não ter o mínimo de problemas financeiros, e são, também, pessoas de grande inteligência (Jeanne, por exemplo, era professora de Filosofia na Sorbonne). Todos se reúnem para jogar conversa fora acompanhados de um bom vinho. Ou seja, a velhice está aí para todo mundo, de qualquer classe social. A perda de liberdade (e, em alguns casos, da dignidade) é que são comuns a todos eles.

Resumo
Data
Título
E Se Vivêssemos Todos Juntos?
Avaliação
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