EDWARD MÃOS DE TESOURA (1990)

Edward Mãos de Tesoura | Edward Scissorhands | dir. Tim Burton | EUA | ★★★★

Edwards – Mãos de Tesoura Poster

Tim Burton define sozinho o tempo e o espaço de suas obras. Um exemplo cabal está neste “Edward Mãos de Tesoura”, do qual se passa em uma região que nos remete aos anos 60, num bairro bem típico desta época, com uma rotina ensaiada e mulheres instituídas no modo americano de viver. Em contrapartida, existe a jovialidade e rebeldia dos anos 70 e os exageros estilísticos dos anos 80. Afinal, quando se passa o filme? Simples. Não há resposta para essa pergunta por um motivo óbvio: “Edward Mãos de Tesoura” não é, nunca foi e nem pretende ser um filme explicativo, porque é, acima de qualquer coisa, uma fábula. Num bairro pacato de um subúrbio americano, Peg (Dianne Wiest) faz o possível para conseguir vender os seus cosméticos. Até que ela, corajosamente, resolve tentar a sorte num casarão que fica no cume de uma montanha. Com fama de mal-assombrado, o lugar abriga uma criatura singular. Com formas humanas, mas possuindo o que restou da época em que ainda era uma máquina (possui tesouras no lugar das mãos), o pálido Edward (Johnny Depp) nunca chegou a ser um humano completo, já que seu criador (uma espécie de Frankenstein poético) morreu antes disso. Peg, mesmo assustada, acolhe Edward em sua casa, onde ele se apaixonará por Kim (Winona Ryder), filha de Peg. Mesmo explicando tão minuciosamente a história, eu apostaria que muitos já conhecem a trama de “Edward Mãos de Tesoura” de cor e salteado. Também é um dos trabalhos mais “coloridos” do universo gótico de Tim Burton, que soube muito bem retratar o primeiro contato com o diferente de mais um de seus notáveis seres “estranhos”. Edward, apesar de ser mais um exemplo, se torna único pelo seu estilo meio punk (é muito relacionado a Robert Smith, líder da banda The Cure), se tornando de vez uma das figuras mais marcantes da fase sóbria de Burton.

Resumo
Data
Título
Edward Mãos de Tesoura
Avaliação
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