ELLE (2016)

Elle | Elle | dir. Paul Verhoeven | França | ★★★★

40ª Mostra Internacional de São Paulo

Elle Poster

Pude perceber que o diretor Paul Verhoeven está mesmo no crédito com a galera. O cara que fez “RoboCop – O Policial do Futuro” (1987), “Instinto Selvagem” (1992) e até “Showgirls” (1995) – por muitos considerado o pior filme da história – teve que aprender francês para comandar este trabalho que me pareceu estranho, sarcástico, mas nem por isso sem sofisticação. A personagem central de “Elle” é Michèle (Isabelle Huppert). Já no começo vemos um que ela é estuprada dentro da sua própria casa. A sua reação após o crime é curiosa. Ela levanta, limpa a si e a casa, e segue como se nada tivesse acontecido. Não sabemos exatamente a razão. Depois ela é insultada por outra mulher no café, que diz “você igual ao seu pai”. Mais uma vez, ainda não sabemos nada. Aos poucos vamos conhecendo mais sobre Michèle, que é, por exemplo, co-fundadora de uma empesa que produz games, tem um filho mimado que vai casar com uma garota entojada, é amante do marido da melhor amiga e tenta se aproximar do jovem casal vizinho. “Elle” é uma adaptação do livro de Philippe Djian, que segundo me consta tem um texto bastante similar ao que vi no filme. O que mais gosto do trabalho talvez seja a maneira como é construída Michèle, que é vítima de um crime bárbaro (não consigo nem mesmo mensurar o quanto), mas ao mesmo tempo não deixa de se mostrar tão nociva quanto o seu algoz. De maneira TOTALMENTE diferente, é claro, mas ainda nociva. A trama se desenrola muito bem – nós adoramos gostar de uma bitch bem resolvida -, deixando a desejar somente numa resolução final (que por razões óbvias não revelarei). Foi uma grata experiência ver esse thriller que é, ás vezes ao mesmo tempo, incômodo e bizarramente bem-humorado.

Resumo
Data
Título
Elle
Avaliação
41star1star1star1stargray

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