A VIAGEM (2012)

A Viagem | Cloud Atlas | dir. Andy Wachowski, Lana Wachowski | EUA | ★★★★

A Viagem Poster

Na semana passada (ou seria retrasada? Já nem lembro mais) estreou em nossos cinemas o filme A Viagem, a nova produção dos irmãos Wachowski, os mesmo de “Matrix” (1999), unindo forças com Tom Tykwer, realizador do ultrapop “Corra, Lola, Corra” (1998). Os cineastas foram responsáveis por levar às telas a releitura do livro de David Mitchell, que fora lançado em 2004 e desde já era considerado inadaptável.

Essa presumível dificuldade em transpor o livro no cinema muito se deve à complexidade da narrativa. São seis histórias contadas simultaneamente em um espaço de, pelo menos, 500 anos esparsos. Assistir A Viagem pode não ser um passatempo, digamos, simples, já que exige atenção redobrada do espectador, que quebrará sua cabecinha para tentar encontrar alguma conectividade entre aquelas histórias.

Pois bem. Para facilitar a interpretação de cada um diante da obra, pretendo montar o quebra-cabeça e analisar fatos e personagens.  Eu mesmo fiquei encucado em alguns intricamentos ao longo do filme. Este post é, portanto, resultado de uma rápida pesquisa que fiz para coletar dados e, assim, confirmar ou refutar a forma como interpretei A Viagem.



Bem, pra começar, vou apresentar os seis núcleos do filme, em ordem cronológica:

01

1849: No Pacífico Sul, o jovem advogado Adam Ewing (Jim Sturgess) vai fechar negócios com um latifundiário (Hugh Grant). Num navio de viagem, Adam tenta ajudar na libertação de um escravo, mas acaba sendo infectado por algum tipo de verme, e será tratado pelo ardiloso médico da tripulação (Tom Hanks).

02

1936: O compositor homossexual Robert Frobisher (Ben Whishaw) vai para Edimburgo a fim de trabalhar como copista de um renomado compositor (Jim Broadbent). Sua história é narrada por ele mesmo, através das epístolas que deixara para sua paixão proibida: Rufus Sixsmith (James D’Arcy).

03

1973: A jornalista Luisa Rey (Halle Berry) está prestes a fazer história com a descoberta de um grande caso de corrupção corporativa. Para tal missão, ela contará com a ajuda de um funcionário da empresa acusada (Tom Hanks) e o Rufus Sixsmith da história anterior, agora um físico aposentado. O caso se passa em San Francisco.

04

2012: Passado no tempo atual, acompanhamos o editor de best-sellers Timothy Cavendish (Jim Broadbent). Ameaçado pelos credores de um mafioso que lançou um livro sob sua editoria, Timothy irá pedir ajuda para seu irmão (Hugh Grant), mas este acaba o enviando para um asilo nada convidativo.

05

2144: Na Seul futurística, acompanhamos a trama de ficção cientifica que nos apresenta uma garçonete projetada (Doona Bae), uma espécie de clone. Abalada pela vã tentativa de fuga de uma de suas colegas, ela é salva por um revolucionário da União (Jim Sturgess). Uma vez fora do sistema prisional em que vivia, ela irá se juntar aos revolucionários para expor os males do regime totalitário em que o mundo está inserido. De quebra, irá se apaixonar pelo seu libertador.

06

2321: Na Havaí pós-apocalíptica, um membro de uma simples comunidade tribal, Zachry (Tom Hanks), sofre com a perseguição de bárbaros que pretendem saquear a vila em que vive. Após ver familiares sendo assassinados e estar constantemente tendo visões de um leprechaun maligno (Hugo Weaving), ele conhecerá Meronym (Halle Berry), membro de uma civilização avançada que pretende salvar a humanidade. Ou não.

Ok. Apresentados os núcleos, farei algumas considerações:

  • Caso vocês não tenham percebido (espero que tenham, viu), muitos dos atores participam de mais de um núcleo. Tom Hanks, Halle Berry, Hugo Weaving e Hugh Grant estão presentes em todas as histórias. Será divertido reconhecer cada um. Mesmo que Hanks seja rapidamente encontrado (a horrenda maquiagem do filme facilita), você poderá se impressionar com Halle Berry branca ou Hugo Weaving transvestido como a chefe mão-de-ferro do asilo.
  • A marca de nascença de muitos dos personagens (aquela em forma de cometa) representa um forte símbolo. Para Lana Wachowski, por exemplo, a marca simboliza “a oportunidade de cada indivíduo em fazer a diferença na história”.
  • A principal coisa a ser guardada é: A Viagem retrata o processo de REENCARNAÇÃO. Ou seja, todos os “Tom Hanks”, em cada um das histórias, possuem a mesma alma, transmigrada através dos tempos.

A alma, portanto, irá fazer seu trajeto como uma nuvem. Por sinal, o título original de A Viagem, transcrita como “Cloud Atlas”, além de ser o título da obra que Robert Frobisher, também é uma referência para a alma simbolizada pela nuvem (cloud = nuvem).

Vejamos a análise da trajetória da alma dos personagens vividos por Tom Hanks. (Atenção! Na história, cada ator denota uma mesma alma).

Tom Hanks:

1849: Médico mau caráter que envenena Jim Sturgess para roubar seu colar;

1936: zelador do hotel que extorque o colete do compositor;

1973: um funcionário da usina nuclear que resolve ajudar na pesquisa que a jornalista está desenvolvendo;

2012: um criminoso que acaba de lançar um livro e joga um de seus críticos de um prédio;

2144: personagem de um filme que abrirá os olhos da robô coreana para a revolução;

2321: ingênuo pastor de uma civilização pós apocalíptica.

Perceberam que os personagens interpretados por Tom Hanks vão se tornando pessoas melhores ao longo de suas evoluções?

Mas e os outros atores? Eles também representam jornadas tão interessantes quanto? Vejamos:

Jim Sturgess: Começa como um rapaz ingênuo que reconhece as injustiças da escravidão e se torna, enfim, um revolucionário que pretende acabar com todo um regime.

Ben Whishaw: Permanece ambíguo em todas as histórias, e parece atraído por pessoas inesperadas.

Halle Berry: De alguém sem nenhum tipo de representatividade, ela vai se tornar uma pessoa cada vez mais responsável pelo auxílio da humanidade.

Jim Broadbent: Vai se tornando cada vez mais humilde ao longo das épocas.

Doona Bae: De figura impotente para uma deusa reverenciada numa tribo pós-apocalíptica.

Hugh Grant: Já dava pra esperar o que estaria por vir de um latifundiário em 1849, né? Passa a ser cada vez mais indiferente às pessoas. Termina como um selvagem que pratica verdadeiros genocídios.

Hugo Weaving: Representa o mal. Vai ficando tão maléfico, que termina como uma ideia demoníaca dos pensamentos de Tom Hanks no último núcleo.

James D’Arcy: Pelo que entendi (minhas pesquisas também não apontaram coisas claras), ele começa como um ouvinte, passa a se tornar ativo (depondo contra a corrupção em 1973) e depois volta a se tornar compassivo.

Perceberam a perspicácia de “A Viagem”? Analisar mais profundamente as questões propostas pelo filme resultaria em um post ainda mais longo, mas espero que eu tenha ajudado a dar, ao menos, uma organizada no pensamento de quem ficou perdido no cinema. Quem puder re-assistir ao filme, já adianto que será uma experiência tão interessante quanto o primeiro contato.

Bons filmes sempre!

A Viagem | Resenha Crítica

O livro em que foi baseado – lançado por David Mitchell em 2004 – sempre foi considerado inadaptável, muito por conta da sua estrutura. Mais de meio milênio é retratado na obra, estruturado em seis histórias que vão sendo apresentadas de maneira linear em cada um de seu núcleo e, assim, formando uma espécie de boneca russa midiática. Ficou a cargo dos irmãos Wachowski (da trilogia “Matrix”) e o alemão Tom Tykwer (“Corra, Lola, Corra”) o trabalho de levar A Viagem para a telona. Em 172 minutos, eles retrataram a conectividade das almas através dos tempos e as consequências das nossas ações para a eternidade. O ponto mais destacável a ser feito para A Viagem (o que é muito mais mérito de Mitchell do que do filme em si) é que as histórias apresentadas, apesar de diferentes proporções, possuem fatores em comum, que vão muito mais além da participação dos atores (Tom Hanks, Halle Berry, Hugh Grant e Jim Sturgess estão onipresentes): todas retratam a luta pela liberdade, que está em meio a alguma forma de opressão. Ações e ideias podem transcender através do tempo. Isso é que é fundamental para apreciar a magnitude do conceito do qual o filme foi construído. Não sei dizer se é uma pena que, pelas mãos dos diretores, a história tenha ficado ainda mais complexa, até porque eu acho que eles cumpriram seu papel de maneira até mesmo satisfatória, visto as dificuldades da adaptação. É preciso dar crédito. Posso alertar, sem grande receio, que a complexidade tão alertada de A Viagem é mais poser do que qualquer outra coisa. Analisadas individualmente, eu percebi que as seis histórias são bem simples, sem grandes lombadas. O único porém é que os Wachowski, juntamente com o parceiro Tykwer, excederam a mão no tempo dedicado para cada núcleo. Fora isso, o filme consegue ser uma ótima opção para quem busca entretenimento inteligente.

Comentários (via Facebook)

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60 Comentários

  1. Não acho que a mensagem principal do filme seja apenas a ideia de reencarnação. E sim, de como cada individuo em sua peregrinação ao longo dos anos, e de cada reencarnação, desenvolve sua missão a fim de um bem maior que no caso de Cloud Atlas, trata-se da salvação da humanidade. Embora essa missão apareça de forma sutil ( já que em cada época as pessoas tem suas missões individuais e ao mesmo tempo a sua missão carmica) dá pra perceber, ao longo do filme, que cada um ensina lições que serão importantes tanto para a época em que estão vivendo como para ajudar na evolução espiritual do outro em outra vida. Fica claro por exemplo quando logo no inicio do filme eles conversam à mesa sobre o livro de Haskel Moore, onde o latifundiário, personagem de Hugh Grant, abriu um debate que ele chama de a escada da civilização. Onde ele acha que a ordem natural das coisas é que existam os dominadores e aqueles que são explorados. No seu caso, em sua época, esse é o argumento que ele usa para justificar a escravidão humana. O filme mostra então o abolicionista, que foi despertado pelo escravo Autua para o horrr da escravidão, e que por sua vez desperta sua esposa, e com os recursos que tem, inicia a luta para a libertação da humanidade em 1849.
    Em 2012 o Retiro Aurora será mais um cenário de opressão. A partir dos horrores vividos ali foi escrito o livro que foi adaptado para o filme que a Somni virá à assistir em 2144 e começar a a refletir a partir da morte de sua colega. “Eu não vou tolerar esse abuso criminoso”. Todos os personagens estão interligados com maior ou menor intensidade, e todos são responsaveis pela evolução espiritual do outro, uma vez que essa é a missão principal de nossas almas. O filme mostra como cada um contribui ou não para essa evolução e salvação. Como o personagem Rufus Sixmith que já havia participado da história anterior em 36, conheceu então o que a humanidade é capaz de fazer contra si, já que a época de seu romance com o jovem músico foi em uma época de explosão da grande guerra (isso é mencionado de maneira sutil no filme quando Ayrs menciona que seu amigo não pode ficar com Jocasta prq ela era judia e ele alemão) e já em 73, como físico aposentado, desperta para a verdade a jornalista que, por sua vez tentará desmascarar a organização de lideres petrolíferos tem pois eles tem planos para destruir a credibilidade da energia nuclear, mas sem medir esforços estão pondo a sociedade em risco.
    Já em 2012, toda aquela saga de Cavendish, faz uma critica a sociedade atual marcada pela apatia e falta de interesse pelo próximo, as dores e solidão da sociedade atual, mas que mesmo em meio a indiferença aos pequenos, retratada nesse caso pelos velhinhos abandonados naquele asilo, ainda existem pessoas que tentam fazer o bem sem olhar a quem. A saga dessas almas continua sendo esmiuçada em 2144, onde é feita uma alegoria ao que se tornou a nossa própria sociedade, marcada pelo consumo desenfreado e pela exploração de uma maioria que é escravizada a fim de gerar conforto a uma minoria. A Nova Seul foi contruida a partir do momento da destruição da antiga que foi inundada, clones são explorados como gado, e existe uma alta tecnologia e também pessoas que são capazes de fazer tudo para que esse “mundo” não venha a ruir. Mas ele foi destruido com a revolução e o mundo está tomado pela radiação, por isso Merinom está em 1321, tenta chegar na montanha na esperança de se comunicar com outros planetas pra que todos pudessem ser acolhidos à salvo, já que o planeta estava totalmente poluido por radiação. “Os diretores de Matrix obviamente não ignoram tradição esotérica, e inserem símbolos para ilustrar isso. Os tecnologicamente avançados e puros (roupa branca), os Prescientes precisam subir uma montanha íngreme (em outras palavras, ascender) para poder comunicar-se com as pessoas de outros planetas (seres do alto) através de um radiotelescópio (em forma de flor de Lótus, que é o formato do chakra do topo da cabeça), mas para chegar lá precisam do conhecimento do terreno, experiência e força do nativo “ignorante” que, por sua vez, precisa vencer seus medos (a montanha pra eles é amaldiçoada) e seu demônio interno (o Georgie).”
    Chegando lá, abre-se e a mensagem é enviada no final do filme todos estão em outro planeta com o que restou da humanidade. Mas enfim a missão por ora foi cumprida!
    Os diálogos em 73 e em 2321, bem no meio do filme, por volta de 1.25 min descrevem exatamente toda a missão de nossas almas. Pois não reencarnamos só para ter a chance de errar, errar até acertar. E sim para ensinar e aprender com as outras, para que todos evoluam. O filme, não é exatamente uma jornada de evolução espiritual de cada um, e sim uma busca de salvação, de modo a não ser extinto por todos os males que a humanidade causou a si mesmo. E estar em outro planeta – lembre que isso é bem depois de 1321 – foi apenas uma fuga pra continuar a existir e evoluir, não significa necessariamente que eles tenham chegado ao seu estágio final. E o simbolo do cometa, significa que aquela pessoa estará dando um salto na sua evolução, quebrando algum paradigma, algo que tenha sido iniciado ou influenciado pela pessoa que tinha a marca antes dela. O filme é bem mais que brincar de quem rencarnou em quem.

  2. O filme se trata do puro Espiritismo; ensinando que tudo que fazemos refletirá no nosso futuro pessoal.

    Os atores não fazem reencarnações dos mesmos Espíritos. Exemplo: A jornalista de 73 (Halle Berry) é a reencarnacão do compositor homossexual Robert Frobisher (Ben Whishaw) de 36. Quando Rufus Sixsmith e a jornalista (Halle Berry) se esbarram no elevador, ele reconhece a marca de nascença que ela tinha e ‘era igual de uma pessoa que eu gostava’, diz Sixsmith. Por isso ela fica lendo as cartas antigas de Sixsmith, de seu antigo amante, sentindo que conhece aqueles escritos, pois foi ela mesma que escreveu.

    O narrador da história, Tom Hanks, era os principais de cada conto, sendo ele o jovem advogado Adam Ewing (Jim Sturgess) de 1849, que vai negociar escravos. Depois o jovem compositor gay da Sinfonia Cloud Atlas. Depois a Jornalista. Depois (eu acho) ele mesmo no papel do escritor que matou seu crítico. Depois a Coreana salvadora e então ele mesmo no papel de Zachry.
    Isso é entendido prestando beeem atenção nos detalhes. Logo no começo ele (Tom Hanks personagem) conta como conheceu o demonio Velho Georgie em pessoa, e então a cena muda para ele como o jovem advogado encontrando o médico desonesto (Tom Hanks ator), que na ultima historia é Hugo Weaving.
    E no final mostra a mancha de nascença na cabeça do velho Zachry

    E quando Tom Hanks acabára de contar a história para as crianças ele se lembrava de suas vidas passadas por ja ter ascendido (de ascensão) moralmente e estar em outro planeta vivendo uma vida espiritual, não mais material como na Terra que não nos lembramos de nada.

  3. olá… acredito que há aqui uma confusão com o conceito de reencarnação, pois o que conhecemos é aquele a luz da doutrina espírita, e o abordado no filme é o conceito mais amplo que existiu entre os vedas e foi passado tradicionalmente ao budismo mahaiana. Explicarei. O espiritismo nos fala sobre reencarnações pontuais, individuais, lineares, purgativas ou de aprendizado e unidirecional no tempo (sempre para frete). O budismo nos revela uma reencarnação não individual e não linear, nem no tempo, nem no espaço, dai o termo nuvem. Como analogia funciona muito bem, pois uma nuvem é moldável, tem sua forma bem definida ao longe, porém ao se aproximar vemos impossível distinguir seu começo e fim, se dissolve sem perder sua essência básica. Todos os personagem deveriam ser analisados a partir desse novo conceito, podendo assim explicar melhor algumas incongruências ou falta de sentido quer seja temporal ou espacial. Temos que entender também que o tema principal do filme é REVOLUÇÃO, quer seja numa música, numa atitude, numa mudança de caráter, numa oportunidade, etc… tomemos como exemplo o rapaz que tinha a intenção de se tornar também dono de terra e termina sendo responsável pela liberdade de um escravo (mesma atitude revolucionária em libertar a garçonete). Não seria a mesma reencarnação pontual do rapaz.. mas sim o espírito libertador agindo como um amalgama aglutinando as entidades afins, ou em transição de aprendizado. Como vemos a análise de Cloud Atlas poderá ser ainda mais profundo quando podemos ver ai conexões entre o inconsciente coletivo, zeitgeist, campos metamórficos, espírito coletivo e os inumeráveis contadores de histórias, livros, poemas, cantadores, roteiristas e etc… verdadeiros tecelões da história usando a linha do espírito-tempo.

  4. Oi gente, assisti esse filme nesse fim de semana, e vou assisti-lo novamente, mas confesso que estou meio confusa com as teorias. Com relação à teoria de que os atores representam a mesma alma em todas as histórias, isso não bate com os personagens do Hugh Grant em 1973 e 2012. E com relação à história de que todos que têm a marca do cometa seriam a mesma alma, isso tb não bate, pois o Timothy Cavendish (o editor de 2012) tem a marca, e a Luisa Rey (jornalista de 1973) tb! Ou seja, eles viveram na mesma época? Me corrijam se eu estiver enganada, por favor…

  5. Parabéns amigo…muito esclarecedor este post sobre esse filme..!
    Eu o vi mas, não peguei muita coisa de cara não…mas, agora com esses detalhes que você deu.. irei ver novamente o filme ….Muito obrigado..!

  6. Prezado, quando você afirma que “Na história, cada ator denota uma mesma alma”, isso seria impossível, veja o caso de 2 dos personagens do Hugh Grant: em 1973, ele é o lobista da indústria nuclear, e em 2012, é o irmão (idoso) do editor Tim Cavendish. Eles seriam a mesma alma? Em 2 corpos diferentes vivendo ao mesmo tempo? Afinal de contas, em 1973 esse irmão do Cavendish deveria ser um jovem de uns 30 anos, visto que em 2012 (portanto quase 40 anos depois) ele tem cerca de 70 anos. Fazendo as contas acerca da idade desses personagens, percebemos que a sua teoria não dá certo. Pois em 1973, o lobista e o irmão (jovem) do Cavendish são 2 pessoas diferentes vivendo ao mesmo tempo, portanto não podem ser a mesma alma.

  7. Entao pessoal, meu professor de historia me passou esse filme para olhar e responder algumas questoes, mas como todo mundo sabe esse filme é bem complicado e sim, eu nao entendi nada e nao estou conseguindo responder as questoes. Então se alguem puder por favor me ajudar nisso, eu seria a pessoa mais grata do mundo. Vou passar as perguntas e se alguem puder me responde las, lembrando que nao é por preguica e sim por nao conseguir entender mesmo! obrigado pela atencao e desculpem o meu portugues haha.

    1.Comente, explique a relacao existente entre os personagens:
    Dr. Henry Goose (todos os papeis q ele faz).

    Nativa, Jocasta Ayrs (todos os papeis dela no filme)

    Capitao Molyneux (mesma coisa)

    Haskell Moobre (mesma coisa).

    2. De que fato o filme trata?

    3. Que conflito vivem os personagens?

    4. Que fato ou processo historico se relaciona o enredo?

    5. Há uma ordem cronologica nas cenas ? justifique sua resposta

    6. Descreva detalhadamente como os elementos historicos sao apresentados:

    cenario:
    Figurino:
    Linguagem:

    Era isso, se alguem puder me ajudar com isso, muito obrigado!

  8. Nao entendi apenas um ponto o velho começa a contar a história ta ….ai ele termina a historia mas se o lomga fala sobre reencarnaçao como ele lembrou do passado se ele foi reencarnado varias vezes ..ai vem isso da a entender que os personagens estar interligados pois na maioria das historia existe 2 ou mais almas (personagens) que tiveram alguma ligação em outra historia gostei muito do filme por esse motivo de ser complicado e de varios outros fatores.

  9. Filme maravilhoso. Entendi tudo no filme. Concordo com os que comentaram que a marca de nascença em forma de cometa indica q sao reincarnaçoes, essa marca deixa bem claro em cada trama que a pessoa com o cometa é o personagem principal, é o personagem que vai fazer a diferença no seu tempo. Quando o slogan diz que tudo está conectado, reamente estar certo. No começo achei o filme confuso, mas conforme as tramas iam passando comecei a entender e a ligar uma a outra. Recomendo muito o filme. Me apaixonei pelos personagens principais que se passa no ano de 2144.

  10. Desculpem-me pela audácia em comentar mas acabei de assistir este filme e estou um pouco “anestesiado” e confuso!
    Acredito que, os personagens são os mesmo MAS as almas são reencarnadas neste “seleto grupo de pessoas”.
    Isso justificaria uma das muitas temáticas do filme em dizer que ” Nossas vidas não nos pertencem” . No ponto de vida espiritual, acredito que isso significa que você precisa estar sempre atento às suas atitudes , pois no passado você agrediu, e no futuro você será agredido, agredido por si mesmo. A mesma alma, em corpo e tempos diferentes. Estas vidas em tempo diferentes representam nada mais nada menos que o infinito, o ciclo.

    Com relação a última e terceira profecia, como diz a Somni 451, ” as vezes precisamos ultrapassar algumas barreiras, alguns dogmas , tomar decisões mesmo que isso custe as nossas vidas.”

    Caso ele não tivesse matado, ele não conseguiria se esconder e teria sido morto “ele” e a “garota” . Assim, ele não teria a oportunidade de ter refletido sobre a sua ação no passado, que num gesto de possível “covardia” , ele não ajudou o próprio amigo e o seu filho. As cenas são praticamente iguais.

    Bom.. Espero não ter falado muito besteira!
    Vou assisti-lo mais vezes. Obrigado ao criado do blog!

    • Concordo com tudo até a parte do ciclo.

      Sobre a profecia:
      Na verdade, ele trocou as ações.
      Quando deveria atacar escondeu-se e quando deveria esconder-se atacou.
      Ele tinha sim a chance de esconder-se mas preferiu vingar-se o que é diferente de defender-se. Isso o fez correr um grande risco, inclusive a halle foi ferida.

  11. Prêmio pá de platina para mim! rsrsrs desenterrando discução antiga

    Só um ponto que eu não vi nos comentários acima e que põe abaixo a análise do autor do blog sobre cada ator ser a mesma alma ao longo das eras… Um dos irmãos Cavendish (o que coloca ele no asilo) em 2012 é o mesmo ator (Hugh Grant) que é o presidente da usina em 1973. Sendo que o de 2012 tem mais de 70 anos de idade… nem que ele morresse em 73 e nascesse no dia seguinte poderia ser o Cavindish rico de 2012 . Provado portanto (ou uma absurda falha do livro, o que duvido) que os atores interpretam diferentes almas ao longo do filme.

    • Na verdade, poderia sim!
      Caso ele tenha em 73 30 anos.

      83=43
      93=53
      03=63
      13=73

      No caso, em 2012: 72 anos.

      Porém, fica confuso a reencarnação dos personagens
      do músico gay e da halle barry.

  12. Entendi, também, que no final ele quis mostrar o quanto somos pequenos diante do universo, e que enquanto estivermos nessa terra, independente do tempo que vivermos, teremos sempre a mesma essencia, sempre haverá guerra pelo poder, o mais forte sempre precisará do mais “fraco, pobre, com menos recursos, para sobreviver, pois são esses que fazem com o que os “poderosos sejam poderosos…. No final, mostra o quanto somos pequenos e limitados, talvez nossa mente seja do tamanho da terra, comparando-a com o universo.

  13. Achei este filme muito interessante, com certeza este não é um blockbuster redondinho com começo meio e fim previsíveis. Num primeiro momento pode parecer muito confuso, foi essa a sensação no início do filme mas aos poucos as coisas começam a fazer sentido. Na minha interpretação como muitos já citaram anteriormente o personagem com o cometa é o central da trama e representa o personagem chave que fará algo extraordinário, pode ser a mesma alma em diferentes épocas e os outros persornagens estão ligados a esta “alma” central contribuindo nas suas escolhas, sendo ajudando ou realizando algo de negativo. Nem sempre a ligação entre uma história e outra é clara e também fazer o link entre os outros personagens e suas respectivas encarnações é bastante difícil. Mas fica claro quando analisamos a primeira história de 1849 o advogado Adam Ewing, o escravo e sua mulher. Pela amizade entre o advogado e o escravo surgiu a idéia abolicionista que com o apoio da mulher foram lutar pela libertação dos escravos. Em 2114 na Nova Seoul a Somni é a personagem central da trama (antes aparecia como mulher do advogado), o Hae-Joo o libertador desperta as idéias libertadoras dela, e outra coisa novamente as duas almas estão ligadas pelos laços do amor e a mesma idéia de libertação de escravos, neste caso as clones servas que nem eram tratadas como gente visto que depois elas eram abatidas como gado para servir de comida. Neste caso não ficou claro que é a alma do escravo negro de 1849 pode ser o líder da revolução que pede a ela para se sacrificar para que sua mensagem não se perca, ou pode ser o arquivista que a interroga. O personagem do velinho escritor do asilo também está nesta história no filme que a Somni assiste primeiro com sua amiga (que foi morta) e depois com o libertador. Se formos bem a fundo, todas as histórias e todos os personagem estão ligados com maior ou menor intensidade.

  14. Senhores, a historia deixaria de ter sentido se cada ator fosse a mesma alma reencarnada no futuro.
    O sentido da marca em forma de cometa foi o modo que o escritor achou de nos mostrar a ligação. Todos que levam o cometa são na verdade uma unica alma. O escritor mudou o aspecto, a cor e o sexo em cada reencarnação para quebrar preconceitos que temos.
    Isso fica claro quando a jornalista entra na loja de musica e fala que conhece a musica que nunca havia escutado, na verdade ela propria escreveu a musica na encarnação passada.
    VEJA que todas as historias giram em torno daquele portador da marca e na ultima historia existe uma espectativa cujo autor guarda para ultima cena do filme.
    O mais interessante eh que o escritor usou os mesmos atores e isso deixa tudo muito mais divertido pq o mesmo ator nao significa a mesma “alma”

  15. Gente,achei essa teoria muito boa!Porem acho que os atores nao representam mesmo personagens. Como explicar Halle Berry ser uma jornalista 1973 e ser uma mulher da mesma idade em 2012 ou Hugh Grant
    ser o Lloyd Hooks(acho que é nome dele) e 2012 ser Denholme?Meio que sem logica!
    O filme retrata a evoluçao dos personagens pela reencarnaçao na trama,mas nao vi evolucao algumas tipo do personagens do Tom Hanks desde 1 ate a ultima.Se for analizar o personagem teve retardacao!
    Achei filme uma viagem mesmo!

  16. Outra coisa, só eu percebi que quando o escravo se refere ao capitão do navio, logo a proxima cena é no futuro pos-apocaliptico que a halle berry falando com o mesmo ator e o chama de capitao dessa raça super moderna? De escravo a capitao… lembrando que enquanto esse povo do tom hanks são brancos e vivem na pobreza, o povo da halle berry tem muitos negros.

  17. Gente, o próprio escritor disse que a mancha é quem faz a diferença em cada época. Claro que cada alma é representada pelo ator, se não, não teria sentido fazer a Halle Berry ser loira e depois um velho oriental, ou fazer atores caucasianos orientais e vice-versa, era só colocar alguém do próprio tipo. Eles fizeram questão de colocar o mesmo ator para mostrar a evolução ou não da alma. Isso foi falado em diversas entrevistas de atores e diretores, vocês precisam estudar mais antes de teorizar.
    E quem disse que o advogado abolucionista não tinha ligação com a esposa? Eu vi esse filme umas dez vezes e ele o tempo todo só quer chegar em casa para ver sua amada esposa, não para de falar nela. E o fato dela aceitar também ser contra a escravidão justifica ela ser a clone que virará deusa.
    Não se esqueçam também que o compositor da década de 30 tem uma atração pelo velho e no ano 2012 eles são amantes.

  18. Faz me lembrar até dos filmes Mulholland Drive de David Lynch e Life of Pi de Ang Lee pelas variadas formas de interpretação. Eu fico com a teoria do amigo El Hattal, das almas A,B,C e D. Não acho que por serem os mesmo atores interpretando personagens diferente, signifique que as almas deles é que estejam conectadas, acho que a marca do cometa já foi um artifício do autor mostrar isso. Para os mais “viajantes” como eu, pode até achar que o autor quis fazer um tipo de analogia com a historia cristã (com a transcendência), a alma injustiçada e torturada, evoluindo através da transcendência da alma até se tornar uma espécie de deus.

  19. Eu acho que o cometa indica a mesma alma, encarnada em corpos diferentes.

    Não consigo concordar que o Tom Hanks representa a mesma alma em seus papéis. Você disse que ele melhora com o tempo, mas não acho que matar uma pessoa jogando-a de um prédio subitamente seja uma ação de uma alma em evolução.

    Almas evoluem ou regridem, não ficam brincando entre ser boazinha numa vida e malvada na próxima…

    Da mesma forma, na história do músico gay, a Halle Berry praticamente está encarnada em duas pessoas ao mesmo tempo: a mulher do músico velho e a jornalista investigativa. Mais uma coisa contra os princípios espirituais de todas as filosofias.

    O Sixmith estava vivo ao mesmo tempo que o seu namorado, enquanto ele trabalhava com o velho músico. Será que deu tempo da esposa do velho morrer e reencarnar imediatamente como a jornalista para voltar a encontrar o Sixmith no elevador? Afinal tanto a esposa quanto a jornalista são a Halle Berry… Só se o Sixmith fosse muito, muito velho na segunda fase da história.

    Assim, acho que o filme tem 4 almas protagonistas, que eu posso chamar de A, B, C e D para facilitar e que estão encarnadas assim:

    Alma A (a protagonista do filme como um todo – quem tem o cometa)
    – É o doente do navio.
    – É o músico gay (que se mata ainda jovem para retornar como…
    – A jornalista investigativa)
    – É o editor que vai pro asilo
    – É a Somni 451
    – É o líder da tribo dizimada no Havaí

    Alma B (é a alma gêmea da alma protagonista)
    – É o negro do navio
    – É o Sixsmith, namorado do músico gay
    – É a Susan Sarandon, namorada do velho do asilo
    – É o cara que liberta a Somni 451
    – É a visitante que ativa o equipamento de pedido de socorro no alto da montanha

    Alma C (é o vilão chefe)
    – É o sogro do doente do navio
    – É o amante da esposa do velho músico
    – É o chefe da firma corrupta
    – É o irmão que manda o editor pro asilo
    – É o chefe das clones na lanchonete
    – É o chefe da tribo de canibais

    Alma D (o vilão subordinado)

    – É o médico malvado
    – É o patrão do músico gay
    – É o cara que persegue a jornalista investigativa
    – É a enfermeira malvada
    – É o cara que prende a Somni 451
    – É o fantasma que perturba o líder da tribo

    O filme dá a entender muita coisa que não faz sentido… tipo, que a Somni é a mesma alma da esposa do doente do navio. Não faz sentido porque a conexão que o doente teve com o escravo é muito maior do que com a esposa dele.

    Pra mim a Somni é o negro, que foi liberto pelo doente e ali criou-se um laço de almas que perdurou por toda a eternidade. Isso sim justifica o slogan “tudo está conectado”. Se não for isso, o personagem do negro perde toda a sua relevância para o filme, pois ele não volta a aparecer em nenhuma história mais.

    Na minha interpretação, a alma do negro, antes escravo, evolui até a sabedoria da Somni, que é mais uma vez escrava mas agora vai libertar todos os prisioneiros do sistema e se tornar uma espécie de deusa no mundo pós-apocalíptico.

      • Perfeita sua análise, melhor que a do dono do blog. Mesmo que as pessoas critiquem quem não gostou do filme, as chamando de populares, fãs de big brother, eu achei que o filme tem um enorme erro. O filme, como demonstra esse blog, definitivamente não explica a história de forma clara. Falhou ao transportar o livro para as telas. Basta ver como os comentários são contrários, pessoas com ideias totalmente diferentes. Uma coisa é fazer pensar, e nisso o filme é nota 10, outra coisa é colar de forma mal feita as histórias e fracassar totalmente em conectá-las. Sou professor, não tive dificuldade em entender o mote central do filme, mas as histórias foram mal contadas.

      • El Hattal,
        Sua analise é interessante, mas ha alguns pontos que falha, na sua trama. Por exemplo, voce diz que uma das “Alma C ” é o amante da esposa do velho musico, porém, o amante dela é o músico homossexual, que já é uma das “Alma A” da sua analise, no mesmo tempo, o que é inconsistente. Outro ponto que voce coloca, é que o escravo negro nao aparece em mais nenhuma historia, mas ele é também o pai da jornalista no nucleo de 1973 e um dos prescientes da nave no núcleo pós-apocalíptico. Quanto à sua analise sobre a pouca importância do negro se ele nao for a Sonmi, discordo por dois motivos:
        1º: no começo da sua analise voce diz que entende a marca em forma de cometa indicando a mesma alma, portanto, nao é possivel que a Sonmi seja a alma gemea do “doente do navio”, porque a marca indicaria que ela É o “doente do navio” reencarnado. Inclusive, o que você diz que dá a entender que a Sonmi é a alma gemea do “doente” é a cena em que a Sonmi fala sobre seu amor pelo revolucionario e diz que acredita que a morte é apenas uma porta que se abre para uma nova vida e que ela sente que quando ela abrí-la encontrará do outro lado o seu amor, porém, a imagem que aparece é do “doente do navio” abrindo a porta e encontrando sua esposa à sua espera e não o inverso, o que comprovaria a sua teoria de que a marca é que representa as almas reencarnadas, mas também comprova que a esposa do “doente” é que seria o revolucionário e seria sim, a sua alma gêmea e não o negro.
        2º: a esposa do “doente do navio” partiu com ele para uma dura tarefa abolicionista e se isso não conta como uma prova existencial de amor que conecta duas pessoas por toda uma eternidade, então eu não sei o que conta! rs
        Agora, considerando que o que representa as mesmas almas é a marca em forma de cometa e não os mesmos atores, faz muito mais sentido o negro não ser a alma gêmea do abolicionista, pois, tendo ele reencarnado como o musico homossexual e falhado na sua existência se matando, nada mais natural que renascer como a jornalista que tem como pai o negro reencarnado que, em outra existência, salvou sua vida e que, mais uma vez, vem ajudá-lo a se manter na nova existência, exercendo o importante papel de seu pai.
        Há outros pontos discordantes entre meu pensamento e a sua analise, mas creio que, de forma geral a sua análise vem mais ao encontro da doutrina espírita do que a análise do dono do blog, o que não descarta, na minha opinião, também a possibilidade de, em alguns casos, as mesmas almas serem representadas pelos mesmos atores, como no caso do negro, que ajuda o mesmo espírito 3 vezes.

      • Oi Jorge. O negro do navio (escravo liberto) volta a aparecer sim. O mesmo ator interpreta o pai da jornalista (Halle Berry) e tb o líder da civilização avançada do mundo pós apocalíptico. 😉

    • Bacana sua interpretação, porém…. o negro escravo (Autua) faz também o papel de pai (Lester Rey) da jornalista investigativa (aparece somente numa foto) e Duophysite (aparece na tela da nave do futuro distante). E você “dividiu” o músico gay (Robert Frobisher) em alma A e alma C já que o amante da esposa do velho músico (alma C) era o músico gay alma (A).

    • Na verdade, ninguém está brincando de ser bom e mal.
      A medida que voce aprende com as vidas voce evolui porém não é tão simples assim. Temos centenas de medos, defeitos e características que marcam nossa personalidade. Corrigimos algumas coisas, outras não. Se ele estivesse completamente evoluído não teria o que fazer na terra novamente (salvo em caso de auxílio a humanidade).

      Alguns comportamentos seguem com você e ao longo das vidas precisamos nos sutilizarmos. Repare que em todas as vidas ele é ambicioso, porém em uma delas ele não é. É comum que alguns espíritos durante o processo tenham recaídas ou simplesmente falhem em suas missões.

      E embora esteja confuso algumas reencarnações, os personagens representam as mesmas almas sim, tanto que nos créditos do filme eles fazem essa ligação mostrando quem cada um representa em ordem cronológica. Ah, e não vi citarem que o compositor gay está no navio, aparentemente fazendo sexo oral no capitão, e logo que o advogado chega ele o dispersa. A cena foi rápida e discreta. Já como o compositor também se depara com o advogado no hotel onde comete suicídio e onde o tom hanks é gerente. O que tinham para resolver não será resolvido necessariamente nessa vida, as vezes apenas nos cruzamos. Afinal, nossas ligações estão muito além de uma alma gemea e uma única pessoa. Claro, que o filme restringe as conexões, se não seria impossível concluí-lo, rs…

      O sixsmith, aparece como enfermeiro em 2012 no asilo.
      Na cena em que o escritor se altera e grita na recepção
      a camera mostra rapidamente o enfermeiro observando
      meio que “assustado” a cena junto de outros idosos.

      Sixsmith tem um papel importante na trama, porém seu perfil é diferente do de guerreiro. É aquele que ajuda nos bastidores. Divulgou documentos importantes, ajudou idosos em um asílo e foi responsável por saber a verdade antes da condenação da somni, nesse caso caberá a ele o que fazer com tais informações. Porém, o filme já não estende-se até aí.

      • Amigo você é um gênio.
        Poderia me auxiliar em algumas dúvidas por favor. Iniciei um estudo de mecânica quântica, metafisica etc… e não encontro ninguém pra sanar minhas imensas curiosidades.
        Se você puder serei muito grato
        Richardyramonny@yahoo.com.br
        Face: Richardy Mendes

  20. Concordo com todos, mas passou um fato sem ser mencionado. Tom Hanks recebe 3 profecias, ele cumpre 2 a terceira ele decide totalmente o contrario, assim como o escritor escolheu o suicídio. A minha ideia e que o filme todo gire em torno das decisões escolhidas nas vidas. E se o escritor não tivesse se matado? E se tom cumprisse a 3 profecia? Na minha interpretação vejo a escolha, tanto pessoal como revolucionária. Em si as vidas foram marcadas pelas escolhas realizadas. E no fim 2 almas que finalmente fizeram a escolha certa, depois de tantas vidas :-]. Ficou grandinho né kkk. Espero que concordem.

    • A PROFECIA ERA UMA AJUDA, SE ELE CUMPRISSE A TERCEIRA TERIA SE SALVADO MAIS FACILMENTE, POIS ELE FICARIA ESCONDIDO ENQUANTO OS DOIDAO IRIAM VER O CARA VIVO, DORMINDO, O PEGARIAM, POIS JÁ HAVIAM MATADO TODOS E IRIAM EMBORA. MAS ELE NAO AGUENTOU DE RAIVA.

  21. muito bom! Conectar as 6 histórias é algo extremamente difícil, foi um trabalho de genio. O único problema foi ter lançado aqui no Brasil. Para um povo que gosta de funk e zorra total com certeza ia ter muita crítica. Li em diversos posts o pessoal reclamando do tempo do filme, poxa… O povão assisti titanic na tela quente e acha bom, agora quer criticar por que não entendeu é dose. O filme é complexo e isso que o deixou atrativo. Bom.. Quem não gostou do filme, entendendo ou não, aconselho a assistir um big brother ou o bom e velho zorra total.

    • Caro Dennis, se você entendeu o filme, ou acha que entendeu, deveria expor sua interpretação em vez de menosprezar quem não logrou compreender a trama. Aliás, eu quero lhe dizer que não aprecio o gênero musical ao qual se referiu e não sou amante de realytes, mas uma coisa independe da outra, porque eu devo confessar que não entendi o filme. Para mim, não há nada de reencarnação na trama, nem na repetição de atores, tampouco no sinal em forma de cometa. O que vi no “super” longa foram seis núcleos bem estruturados mas sem qualquer conexão entre si, salvo os dois personagens interpretados pelo Tom Hanks como lider tribal com o velho do ultimo núcleo. abç

  22. e qual a moral da marquinha do cometa, aquele sinal??
    foi a única coisa que me deixou curioso
    o que eu acho que entendi daquela marca é que, alguns adquiriram de nascença e outros foram através de alguma cicatriz ou queimadura por conta de alguma ação, mas que todos que tem essa marca são essenciais para o andamento do filme e da humanidade no contexto

    mas corrija-me se estiver errado

    • Nathan, se não me falha a memória, a marquinha está presente no personagem que mais “transfigura” a história em cada núcleo do filme.

      Abraço!

  23. Ótimo texto. Realmente esclarece alguns aspectos, principalmente sobre a evolução dos personagens. Achei muito interessante o filme abordar pessoas em luta pela mudança, só achei que o filme carece de um pouco mais de contundência. Para mim, o espetáculo visual encantou/emocionou mais do que a trama (apesar de engenhosa). Mas de qualquer forma, eu gostei bastante e fiquei admirado com a capacidade criativa dos autores. Abs.

  24. Gente, adorei o filme principalmente nas situações que demostram a evolução dos personagens… Os atos de egoísmos praticados pelas almas criavam novas oportunidades de redenção em outra vida, e os gestos de amizade eram recompensados. Grande sacada e realmente não é um filme para qualquer um. Quanto aos personagens, eu não acredito que os atores fizeram as mesmas almas… As atitudes do pastor ingênuo quanto a ajudar a Meronym associa muito com as atitudes da ingênua clone para com seu salvador revolucionário… enfim, dá para viajar com este filme mesmo… adorei!

  25. Achei ótima essa análise, e adorei o filme! Só discordo em um ponto: o núcleo “pós apocalíptico” acho que na verdade, é um outro mundo, ou plano espiritual. Tanto que no final, com Tom Hanks e Halle Barry já velhos, a neta pergunta onde fica a Terra. Essas almas foram “transferidas” (deve haver um melhor termo pra isso) para um outro plano, talvez melhor ou para um melhor aprendizado. Enfim, essa é minha perspectiva. Excelente post, parabéns! Uma pena que poucas pessoas tenham captado a essência do longa…

    • Hummmm…. interessante esse contraponto. Taí, mas uma coisa a ser prestada atenção na próxima vez que assistir. Obrigado!

    • eles estavam na terra… quando a tribo do tom hanks foi “extinta” ele resolveu ir com a halley berry pra outro planeta, não?

      • Rapaz! Apesar do contraponto apresentado pela colega acima, eu ainda acho que se tratam se “terráqueos”, sim. A transferência para outro planeta teria sido dada depois que a civilização fora extinta. =)

    • O mundo pós-apocalíptico é na Terra. A personagem de Halle Barry vai até o topo da montanha para enviar um sinal a uma colônia humana em outro um planeta, para que uma nave venha buscá-los. No final, eles realmente estão em outro planeta, depois de terem sido “resgatados”. Isso significa dizer que as expedições interplanetárias serão comuns no futuro.

  26. Companheiro, não pesquisei sobre o filme e nem li o livro. Mas discordo de alguns pontos da sua analise. ”expor os males do regime totalitário em que o mundo está inserido.” Em nenhum momento o filme apresenta a ideia de que o mundo todo é assim.
    E não entendo a ideia de que a Ilha do Tom Hanks selvagem é no Hawaí.
    Minha ideia sobre a Ilha é totalmente diferente:
    1- O nível do mar tinha subido miticamente. o Hawaí com certeza ja tinha sido engolido a mais de 100 anos
    2- aquele ponto da Terra havia sido escolhido para a construção daquele comunicador interplanetário. Ou seja, tinha que ter uma altitude bem grande.
    Portanto, acredito que a Ilha é na verdade o monte Everest.
    E a questão da reencarnação. Não consigo pensar que o ator representa uma mesma alma. Estou mais para a ideia de que a mancha do cometa é que o faz.

    • Companheiro!

      Muito boa a apresentação dos pontos. Realmente, são de grande importância para análise.

      A ilha realmente foi uma incógnita quando eu assisti. Cheguei ao Havaí de acordo com a sinopse de produção que encontrei em algum lugar dos sites de database (eu não lembro qual, mas assim que eu encontrar eu linko por aqui). Mas, de fato, a altitude da ilha é crucial para determinar a localização.

      Sobre o regime totalitário, bem, eu achei que Seul foi o recorte perfeito para dar um viés do que estava acontecendo no mundo. Talvez Seul não tenha sido escolhida por acaso, visto que o nome do lugar é fonética e gramaticalmente parecido com SOUL (alma). Mesmo assim, foi uma interpretação arriscada.

      Se os atores não representam uma mesma alma, bem, como disse no próprio texto, dá pra fazer correspondências em cada ator, de acordo com os personagens que eles interpretam. A tatuagem talvez seja mais significante para uma determinada “missão”, pois estão na pele das principais personas de cada história.

    • Concordo totalmente. Inclusive é mostrado na neoseul que a cidade esta ficando submersa, ou seja, provavelmente o mundo foi inundado

    • Representam muito bem Atlântida.
      -Um povo evoluído
      -cidade que foi submersa
      -selvagens acreditavam que somni era uma Deusa.

      Como vemos Jesus como um, embora na verdade tenha sido
      uma pessoa comum com grande grau de evolução que nos “libertou” de certa forma. Isso é o que meus estudos indicam…E são estudos espíritas, voltados para ciencia espiritual e a origem da humanidade e não estudo do filme em si. Inclusive entendi 70% dele na primeira vez que o vi. Assisti novamente 15 minutos depois da primeira vez, rs…Hoje, totalizo 4 “assistidas” rsrsrs..

      Aí é preciso analisar a explicação da ciencia espiritual a respeito da origem da terra.

      Seoul também tem uma forte ligação com a china atual grande importadora de carne e as imagens são semelhantes a dessas grandes empresas. E que no fim estamos comendo a nós mesmos.
      (estou com preguiça de escrever me desculpem kkkkkkk)

      Em relação ao estudos, a terra sempre “cai” por conta do homem que se perde. Atlantida afundou depois porque o homem deixou de lado o amor.
      Evolução intelectual porém não cuidaram da moral. E precisamos aprender a equilibrar isso. Atlantida antes de ser na terra era no campo astral, com a baixa de sua energia veio para a terra. Por fim, afundou!

      Cada dia que passa novas descobertas são feitas sobre atlantida.
      Sua ligação com piramides, cristais, enfim…Tudo bate com o filme!
      Com a inundação de atlantida inicia-se um novo ciclo na humanidade, que seria o pós-apocalíptico. É o homem tendo novamente a oportunidade de aperfeiçoar-se. Os seres evoluídos têm sua passagem aqui no início dessa “nova terra” o que já não acontecerá com o passar do tempo, por diversas questões que caberiam um outro tópico, rs.
      Seria mais interessante marcarmos um bate papo via skype pra debater o assunto pessoal rsrs

  27. A sua análise do filme é bastante interessante, porém a minha irterpretação foi diferente.
    pense em reencarnação, todas as pessoas nas historias diferentes, quem possum a mesma mancha de nascença, são na verdade a mesma pessoa.
    sempre havendo uma relação entre ela e sua alma gêmea, sendo elas amigos em uma vida amantes em outra…..
    essas almas estão sempre em busca de cumprirem juntas a missão que lhes foram dadas em diferentes épocas, o que ocasionou muitas vezes em uma separação dessas almas gêmeas.
    repare que na história esses personagens somente ficaram juntos definitivamente no futuro pós-apocaliptico.

      • Também percebi o filme desta maneira. Apesar da análise feita no post ser bem interessante também. Para mim ficou claro que o que ligava os personagens à suas reencarnações era o sinal de nascença. As atitudes também acabaram sendo correlatas durante o filme.
        Vou assistir mais uma vez com esse novo olhar para poder fechar uma análise própria.

        Por fim, adorei o filme e estranho quando alguém diz que odiou por não ter entendido nada. Não é tão complexo, a não ser que estas pessoas queiram avaliar por questões de crenças, religião, etc. Aí sim fica complicado, rs

        Abraço a todos! o/

  28. Amem! Seu post foi mto mais fácil pra perceber bem a “evolução” (ou não) de cada personagem. Pra te falar a verdade, não sei se é porque eu tava ficando incomodada com o fato de não tar entendendo nada, mas alguns dos atores atuando nas outras épocas, eu não reconheci! Acho que vou ter que ver mais uma vez pra assimilar tudo de novo =)

    Fiquei com preguiça de escrever sobre o filme no blog, hahahaha

    Bjs

    • Oi, Natalia!!!

      Então, já avisado sobre a complexidade do filme, eu assisti já meio que preparado, com caderninho na mão e uma pesquisa básica depois pra não falar muita besteira nesse post. Mas o filme – se os núcleos forem analisados individualmente – até que não é tãããõ complexo assim, não. Os Wachowski que gostam de intricar mesmo.

      Bjo!!!

  29. Excelente post man, assisti o filme ontem e gostei bastante. Muitos disseram que os Wachowski foram muito pretensiosos com o seu filme. E eu pergunto? E eles não o foram com Matrix? As pessoas precisam mesmo ser pretensiosas, quererem fazer grandes obras.

    Adorei a história (créditos para o sujeito que escreveu o livro) e esses passeios dos atores interpretarem vários personagens em diferentes épocas é muito bom. Quem não estiver com muita pressa, durante os créditos são exibidos todos os personagens de cada ator, identifiquei durante o filme a grande maioria, mas tem uns que você nem imagina (alguns são pequenos coadjuvantes nas histórias).

    Comparações são inevitáveis e, claro, ainda acho Matrix a obra prima dos Wachowski, mas Cloud Atlas é um grande filme, em todos os aspectos.

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