ENTRE O AMOR E A PAIXÃO (2011)

Entre o Amor e a Paixão | Take This Waltz | dir. Sarah Polley | EUA | ★★★★

36ª Mostra Internacional de São Paulo

Entre o Amor e a Paixão Poster

Começa a 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Com ela, milhares de cinéfilos ficam em alvoroço para conseguir o maior número de ingressos e correr para ver aquela pancada de filmes. Por pouco, fico sem ver esse mais novo e tocante trabalho de Sarah Polley. Em “Entre o Amor e a Paixão”, ela apresenta a ótica de Margot (Michelle Williams), uma jovem jornalista freelancer, casada há quase cinco anos com Lou (Seth Rogen), um escritor de livros de culinária, especialmente sobre as diversas formas de se preparar um frango. Numa pequena viagem para uma antiga colônia da Nova Escócia (fora contratada para escrever um panfleto), Margot conhece Daniel (Luke Kirby), um jovem belo e apaixonante, que acaba mexendo com a nossa protagonista. Ao voltarem para Toronto, é que ambos percebem que são vizinhos. Daniel na verdade é um artista amador e ganha a vida carregando turistas em um riquixá. Agora, por ser um filme pequeno, modesto e até mesmo conflitante, presumo que eu tenha feito a escolha acertada na minha primeira exibição na Mostra. Particularmente, eu já esperava algo minimamente bem conduzido por parte de Sarah Polley, uma outrora atriz mirim que foi conseguindo êxito como cineasta, com atitudes de gente grande. “Entre o Amor e a Paixão” não é apenas um filme sobre a natureza do adultério, mas também contém um texto que tenta se desvencilhar de um julgamento. Mesmo que Margot tenha seus desejos, ela mesma não tem a capacidade de trair seu marido, que, apesar de não ser o mesmo depois de cinco anos casado, ainda a ama e respeita. Incômodo apenas por ter vários momentos que parecem ser um final, “Entre o Amor e a Paixão” ganha pontos pelas atuações, a trilha sonora bem colocada e, principalmente, por ser um daqueles filmes que nos desajeita no bom sentido. Para questionar a vida.

Resumo
Data
Título
Entre o Amor e a Paixão
Avaliação
41star1star1star1stargray

Comentários (via Facebook)

comments

2 Comentários

  1. Ainda não tive a oportunidade de ver esse filme e como vc bem disse, tem cinéfilos que trabalham…hehe
    Vi pouquissimos filmes no festival do RJ.
    Com nomes interessantes, capaz desse filmes estrear em circuito.
    Veremos.

    Abração.

  2. Você extraiu muito bem a essência do filme quando fala de um filme sem julgamentos e da sensibilidade ao tratar da busca de uma completude que não há, Da inevitável lacuna das nossas vidas planejadas. E, bem notado, a trilha, como em poucos filmes, narra as cenas.
    Me deu vontade conhecer mais filmes da diretora…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.