EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DE SEUS LINDOS LÁBIOS (2011)

Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios | dir. Beto Brant, Renato Ciasca | Brasil | ★★★

Eu Receberia As Piores Notícias de Seus Lindos Lábios PosterLembro vagamente que esse “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios” (um título lindo por sinal) ganhou um grande destaque entre as indicações da Mostra Internacional de Cinema do ano passado, o que me deixou extremamente curioso em relação à obra. Como eu não estava em São Paulo nessa mesma época, só me restou esperar até o dia em que a oportunidade de tirar a teima fosse chegada. Eu, sinceramente, estava esperando simplesmente um filme de Beto Brant que, mais uma vez, firma parceria com o seu grande amigo Marçal Aquino, baseando-se no livro do próprio.

Numa pequena comunidade ribeirinha localizada no interior do Pará, chega Cauby (Gustavo Machado), um fotógrafo com pompa de forasteiro, que aluga uma enorme casa e produz para o jornal local. Cauby tem um caso com Lavínia (Camila Pitanga), uma moça jovem – mas complexa -, que não perde a oportunidade de se enfurnar na casa do fotógrafo para fazer sexo e ser clicada. O problema maior é que Lavínia é casada. E como se não bastasse, o seu marido, o Pastor Pastor Ernani (Zé Carlos Machado), além de ser o principal líder religioso da comunidade, ainda é um paladino social.

Apesar de toda a raiz intimista de “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios” não ter me conquistado, confesso que algumas coisas, de fato, merecem o devido crédito. A relação da personagem Lavínia com os homens que a ama é realmente interessante de se acompanhar, principalmente quando nos é esclarecida a forma como Pastor Ernani conheceu a mulher, tirando-a da prostituição na capital carioca. Dá até pra fazer um paralelo com o manejo de “salvação” que cada um desses homens vai arquitetar para a musa. Um vai tentar redimir Lavínia pela alma, o outro pelo corpo. Porém, o filme me pareceu morno demais, sem impacto relevante para a posteridade. Em meio às encenações poéticas e uma tentativa perdida de dar maior investimento ao protesto apresentado pelos ribeirinhos, “Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios”, para mim, não se fez satisfatório. Pelo menos não foi, entretanto, um tempo completamente perdido.

Resumo
Data
Título
Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios
Avaliação
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Um comentário

  1. Concordo com quase tudo que você disse em teu texto, quando escrevi sobre o filme no Sublime Irrealidade destaquei que ele “passa longe de ser uma obra prima, contudo ele merece ser aplaudido de pé pelo simples fato de nos apresentar algo diferente daquilo que temos visto na grande maioria dos filmes nacionais. Ele não está completamente livre dos vícios característicos de nossa produção, mas nele até estes vícios são bem utilizados.”

    Gosto da forma com que ele usa a questão ambiental como metáfora dos relacionamentos e vice-versa.

    http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/12/entre-o-amor-e-paixao.html

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