FEITIÇO DO TEMPO (1993)

Feitiço do Tempo | Groundhog Day | dir. Harold Ramis | EUA | ★★★★

Feitiço do Tempo Poster

Confesso que eu não vou muito com a cara de Bill Murray. É claro que eu tenho a consciência de que ele está na memória afetiva de muita gente por conta de sua presença em preciosidades juvenis como “Os Caça-Fantasmas” (1984), “Os Fantasmas Contra Atacam” (1988) e, para os mais jovens, o sensível “Encontros e Desencontros” (2003). Para mim, a melhor coisa que Murray fez – com destaque – foi esse “Feitiço do Tempo“, um filme inteligente dirigido pelo também roteirista Harold Ramis (“Eu, Minha Mulher e Minhas Cópias”, “Férias Frustradas”). É daquelas obras bonitinhas, redondas, que ficam guardadas em nossa lembrança por um bom tempo. Phil (Bill Murray) é um intragável homem do tempo, aqueles caras que passam as informações meteorológicas em telejornais. Todos os anos ele é enviado para Punxsutawney, Pensilvânia, afim de cobrir um festival anual intitulado Dia da Marmota, a mascote do lugar. Sem grandes explicações, Phil passa a acordar sempre no dia 2 de fevereiro, justamente a data que ele mais detesta em todo o ano. Ficará difícil ter que lidar com a situação, mas aos poucos ele se utiliza em benefício próprio para conquistar a sua produtora, Rita (Andie MacDowell). O que acho muito interessante em “Feitiço do Tempo” é a sua agilidade em apresentar a dinâmica da trama sem perder muito tempo em explicações mais óbvias. É claro que a reação do protagonista diante do seu fardo passará por estágios que nós já conhecemos (estranhamento, busca por ajuda médica, aceitação), porém, não demora muito para que etapas inteiras sejam puladas para não subestimar a esperteza do espectador. Com isso, sobra tempo para outras subtramas, como a do velhinho que Phil tentará salvar (em vão) do dia morte ou as suas inúmeras tentativas de suicídio que não irão evitar que ele acorde novamente no dia 2 de fevereiro. A resolução de “Feitiço do Tempo” infelizmente não explica o que fato culminou nesse “feitiço”, assumindo o seu tom de fábula. E a moral da história, que é nos ensinar a ser sempre pessoas melhores, é passada de uma maneira encantadora. Procure!

Resumo
Data
Título
Feitiço do Tempo
Avaliação
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