FLORES DE AÇO (1989)

Flores de Aço | Steel Magnolias | dir. Herbert Ross | EUA | ★★★★

Flores de Aço Poster

Quando escrevi sobre “Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento” (2000), eu comentei que Julia Roberts só se diferenciou de seu lugar comum em duas ocasiões: encarnando a própria Erin Brockovich e nesse drama “Flores de Aço”, que lhe rendeu a sua primeira indicação ao Oscar numa fase anterior ao “Uma Linda Mulher” (1990), ou seja, antes de se tornar namoradinha da América. Revi esse meu guilty pleasure, que é um novelão imperdível não só por ter a cantora country Dolly Parton não fazer feio com seu cabelo armado – seu espirituoso personagem diz algo como “Nós estamos nos anos oitenta. Passou da puberdade, já tem um passado pra contar” -, Daryl Hannah sem glamour com seus óculos garrafais, entre outras gratas surpresas. Quem gosta de um drama familiar lacrimoso como, por exemplo, “Laços de Ternura” (1983), pode apostar em “Flores de Aço”. A história se passa numa pequena cidade da Louisiana, narrando a chegada da misteriosa Annelle (Daryl Hannah) para trabalhar como cabeleireira no salão de Truvy (Dolly Parton). Não demora muito para conhecer algumas das ilustres clientes de Truvy, como M’Lynn (Sally Field) e sua filha Shelby (Julia Roberts), que está para casar e sonha em ser mãe, mesmo com a saúde debilitada por conta das diabetes e um único rim. Ainda tem Clairee (Olympia Dukakis) e Ouiser (Shirley MacLaine), que, apesar dos insultos, são amigas quase inseparáveis. Todas essas mulheres têm seus dramas retratados com muita docilidade, com direito a perdas e aprendizados sobre superação com o apoio feminino. Por sinal, “Flores de Aço” é um longa estritamente feminino. Estrelado por elas e feito para elas, mesmo que dirigido por Herbert Ross (“Footloose – Ritmo Louco”, “A Garota do Adeus”) e escrito por Robert Harling, adaptado de sua própria peça, que ele mesmo revelou ter sido baseada na história de sua irmã. O novelista brasileiro Manoel Carlos, se fosse roteirista de Hollywood, iria adorar ter escrito este filme. Não é ruim, mas, reitero, é preciso gostar dessas epopeias familiares que são ambientadas em cidades pequenas.

Resumo
Data
Título
Flores de Aço
Avaliação
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