GAROTAS SELVAGENS (1998)

Garotas Selvagens ​|​ ​Wild Things​ ​|​ ​dir.​ ​John McNaughton ​|​ ​EUA​ ​|​ ​★★★

Garotas Selvagens Poster

Garotas Selvagens é a cara dos anos 90. Tudo ali é muito nostálgico e devemos situar muito bem a obra na sua época para que se torne ao menos “assistível”. Pode até não ser nenhuma joia, já que é imprescindível algumas liberdades poéticas (para não dizer furos mesmo) para a trama funcionar. E quando digo que Garotas Selvagens não poderia mais anos 90 é só ter que lidar com Matt Dillon e Kevin Bacon como galãs (com direito a nu frontal do segundo), além da presença de Denise Richards e Neve Campbell colhendo os louros de sua função de protagonista em “Pânico” (1996). Todos os personagens acabam sendo envolvidos numa acusação de estupro. A vítima é Kelly (Richards), uma das estudantes mais ricas da pequena cidade em que vive. O suposto assediador é Sam Lombardo (Dillon), uma espécie de psicólogo da escola em que Kelly estuda com Suzie (Campbell), outra aluna – porém meio antissocial – que também acusa Sam de assédio. Para investigar o caso, chega ao local os detetives Ray Duquette (Bacon) e Perez (Daphne Rubin-Vega). O grande ponto da questão é que Garotas Selvagens não exibe tudo o que está sendo discutido, deixando o espectador julgar se o crime tem procedência ou não. E isso vai deixando a história repleta de armadilhas e viradas que muito lembram um filme mais recente de David Fincher, do qual prefiro não revelar porque seria falar demais e ser considerado como spoiler. Já Garotas Selvagens, apesar de ter sido muito tomado como um exercício apelativo (devo concordar que boa parte do sucesso se deve à polêmica cena de um ménage à trois com Dillon, Campbell e Richards), o longa, que é dirigido por John McNaughton (“Falando de Sexo”, “Fronteiras do Crime”) consegue ao menos garantir uma história que vai fluindo, embora seja fácil desacreditar em todas as nuances que vai ganhando. É divertido e tem no Netflix!

Resumo
Data
Título
Garotas Selvagens
Avaliação
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