GENTE COMO A GENTE (1980)

Gente Como a Gente | Ordinary People | dir. Robert Redford | EUA | ★★★★

Gente Como a Gente Poster

Gente Como a Gente”, apesar de ter uma ambientação arrastada em boa parte do tempo e da sensibilidade que demora a convencer, é uma obra que, terminadas as duas horas de duração, acaba resultando em um filme realmente comovente. Conrad Jarrett (Timothy Hutton) é um jovem amargurado. Após quatro meses internado num hospital depois de uma tentativa de suicídio, ele tenta recuperar sua vida social. Mas o incômodo maior está instalado em sua casa, onde seus pais (Donald Sutherland e Mary Tyler Moore), não discutem uma experiência altamente traumática. O filho mais velho da família morreu vítima de um acidente de barco, caso do qual Conrad convive com a culpa de não poder salvá-lo. Apesar da relutância inicial, ele decide procurar ajuda psiquiátrica para, ao menos, buscar respostas quanto ao seu comportamento depressivo. Eu acho que a melhor coisa de “Gente Como a Gente”, reside no processo de “cura” da família, principalmente na figura de Conrad. Durante toda a história, vemos que sua única confidente é uma moça com quem ele esteve durante sua internação. A situação na sua casa não poderia estar mais estranha. Apesar do apoio incondicional de seu pai, é com sua mãe que ele não encontra um elo de proximidade. Não há abraços, nem chances de não se sentir com o peso da culpa pela morte do irmão, quando é visível o olhar de estranheza por parte de sua mãe, além de ter guardado na memória as lembranças de que seu irmão era o filho preferido dela. Como num bom drama familiar (que eu adoro), as explosões ocorrem, mesmo que tardiamente. A preocupação da história é preparar terreno e mostrar o trajeto de aproximação de uma família tão fria como esta. Escrito por Alvin Sargent a partir da novela de Judith Guest, “Gente Como a Gente” também marca a estreia de Robert Redford como diretor.

Resumo
Data
Título
Gente Como a Gente
Avaliação
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6 Comentários

  1. É a terceira vez que assisto a este filme. Apesar de ser um filme mais “arrastado” para a época de hoje, fez muito sucesso quando foi lançado. Penso talvez que seja pela densidade da atuação dos atores. E vale a pena conferir mais de uma vez, porque a gente tem a tendência de simplificar tudo, até mesmo as relações. E quando vamos amadurecendo, a gente percebe que deveria ter feito mais, amado mais. Ao assistir este filme, pela terceira vez, vejo tudo mais claro do que das vezes anteriores.

  2. ATUALMENTE, NÃO SEI SE ESSE FILME GANHARIA 4 OSCARS E 4 GLOBOS DE OURO. POR SE TRATAR DE UM DRAMA FAMILIAR QUE SE RESOLVE EM ÚLTIMA INSTÂNCIA NAS SESSÕES DE TERAPIA, ACHEI UM POUCO CLICHÊ, MAS BOM PARA O EXERCÍCIO DA CRÍTICA PSICANALÍTICA.

  3. Dos indicados a Melhor Filme daquele ano, só não vi TESS (comprei há muito tempo em DVD e nunca olhei), mas acho todos os outros igualmente consistentes (e preciso rever a maioria, é verdade). A carga dramática de GENTE COMO A GENTE é expressa muito bem na direção e nas atuações, e é consegue se aproximar bastante do público. Hutton, que era protagonista, venceu Oscar de Coadjuvante, e Tyler Moore, coadjuvante, concorreu como atriz principal (ao contrário do que você cita), mas foram estratégias acertadas, uma vez que naquele ano havia duas atuações praticamente invencíveis nas premiações, e justamente os que venceram (De Niro e Spacek).

  4. Eu tenho certeza que topei com este filme essa semana, mas não me lembro onde. Pela sinopse ele não parece muito desinteressante, gosto dessa exploração de relações familiares, que ficaram ótimas na tua escrita.
    Abraços!

  5. Eu realmente espero que esse filme seja muito bom, os comentários sobre ele são ótimos, como ele só saiu recentemente nas locadoras, ainda não tive a chance de conferir.

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