GINGER E ROSA (2012)

Ginger e Rosa | dir. Sally Potter | Reino Unido | ★★

Ginger e Rosa Poster

Eu não sou muito conhecedor da carreira de Sally Potter. Com exceção do seu maior sucesso, “Orlando – A Mulher Imortal” (1992), não sei dizer ao certo se a impressão de que ela é adepta do cinema existencialista faz sentido. Para mim, “Ginger e Rosa” serviu como uma prova de que Elle Fanning tornou-se muito mais talentosa que sua irmã Dakota. Ginger (Fanning) é uma garota ruiva que sempre foi muito ligada à Rosa (Alice Englert), sua amiga inseparável desde quando nasceram no mesmo dia. Na Londres de 1962, quando ambas estão com 17 anos, o mundo está em meio a uma grande crise bélica, com os cacos acumulados da Segunda Guerra Mundial e a presente Crise dos Mísseis de Cuba. Acontece, então, um desequilíbrio de questionamentos entre as amigas. Ginger, que é filha de um pacifista, se alia ao ativismo social e luta contra o sistema que estimula cada vez mais a ameaça dos mísseis. Se for pra apontar um ponto a favor de “Ginger e Rosa”, eu diria que o filme faz muito bem a ponte da crise que Ginger enfrenta em sua fase micro e macro. Dá pra fazer um paralelo entre os problemas que ela enfrenta em casa – com seus pais que estão com sérios problemas conjugais – e no mundo, que, segundo é apresentado no contexto, está com problemas bem maiores. Ginger fica, portanto, aflita com a possibilidade de um fim. Com a inteligência herdada por seu contato com Simone de Beauvoir e T.S. Eliot, a garota destoa da amiga, que está muito mais interessada em desenvolver sua feminilidade e cruzar de vez a ponte que separa as meninas das mulheres. Entretanto, essa interessante proposta acaba sendo suprimida em um filme com sérios problemas de dissociações de núcleos. Tudo é muito vago e subjetivo, o que acaba tornando “Ginger e Rosa” um tanto quanto tedioso.

Resumo
Data
Título
Ginger & Rosa
Avaliação
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Um comentário

  1. O Filme é bem intencionando, mas depois descamba para um novelão. Eu gosto de algumas coisas. Mas no geral, concordo que seja meio entediante, apesar de curto.

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