HANNIBAL (2001)

Hannibal | dir. Ridley Scott | EUA | ★★★

Hannibal Poster

Depois que eu revi “O Silêncio dos Inocentes” (1991), eu fiquei muito curioso para voltar a acompanhar as continuações que o sucederam. “Hannibal” foi feito dez anos depois com diferenças significativas em relação ao seu predecessor. Ainda é uma adaptação do livro de Thomas Harris, que foi espinafrado na época até pelos seus fãs mais ferrenhos por conta de algumas decisões incompreensíveis dos personagens centrais. Para o bem geral da nação, tais polêmicas ficaram de fora na versão cinematográfica. Anthony Hopkins continua, mas o diretor original Jonathan Demme e Jodie Foster (que ganhou o seu segundo Oscar com o filme) saíram fora ainda durante a pré-produção por conta de divergências com o roteiro. Quando duas peças-chaves do projeto saem alegando tal coisa, é melhor desconfiar… Para amenizar a baixa, entraram Ridley Scott e Julianne Moore, nomes que recuperaram o burburinho positivo até então. O resultado, bem, poderia ser muito pior, mas também poderia ser melhor. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) se encontra entre os dez criminosos mais procurados pelo FBI, mas leva uma vida relativamente tranquila exilado em Florença. Já Clarice Starling (Julianne Moore) passa por um momento delicado na carreira depois de uma ação policial fracassada. É então procurada pelo milionário Mason Verger (Gary Oldman), a única vítima de Hannibal que sobreviveu, mas herdou um rosto completamente desfigurado. A obsessão pelo seu algoz fez com que Mason tramasse sua vingança. Posso dizer que “Hannibal” é até certo ponto classudo, porque não são poucas as vezes em que o bom gosto predomina em momentos dos quais, se caíssem em mãos despreparadas, poderiam soar risíveis, a exemplo da polêmica passagem em que Hannibal degusta cérebro humano. Por outro lado, outras cenas beiram o amadorismo, como aquela em que o psiquiatra se livra de uma pessoa o perseguindo num lugar público e movimentado. Fora que Clarice Starling, uma afronta ao machismo vigente na carreira em que escolheu e, consequentemente, sendo um marco no cinema, aqui perdeu quase toda a sua personalidade. O que importa é que Hannibal Lecter, enquanto personagem, se mantém amedrontador e – o que é estranho – carismático.

Filmes Relacionados:

Caçador de Assassinos (1986)
O Silêncio dos Inocentes (1991)
Dragão Vermelho (2002)
Hannibal – A Origem do Mal (2007)

Resumo
Data
Título
Hannibal
Avaliação
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